terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Teologia: é importante na igreja?



Quando era menino, jamais pensei que um dia seria um teólogo. Ser teólogo não é ser um profissional da fé, mas um vocacionado por Deus. Já ouvi muitos questionamentos sobre teologia, dentro das igrejas. E é quase uma unanimidade, entre irmãos de algumas delas quando dizem: “Cuidado, se estudar teologia perderá a fé!”. Há um desmerecimento da Teologia por parte de alguns líderes, talvez para justificar sua falta de interesse pelos estudos. 
Uma pesquisa revela que 53% dos pastores atuais nunca leram a bíblia toda! Absurdo. O médico só exerce sua função após ser capacitado para isso, o advogado precisa estudar as Leis para então exercer seu ofício, e o pastor? 
O Apóstolo Paulo afirma: "Procura-te apresentar a Deus aprovado, como obreiro que não tem que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade" (2Tm 2:15)
Será que a teologia não é importante ou necessária nos dias de hoje?Tudo o que precisamos é somente declarar nosso amor por Jesus?
A reforma protestante nasceu como marco dessa mudança de paradigma. Teologicamente a igreja estava tão afastada do propósito de Deus, que se transformou em uma instituição voltada para dentro de si. Era necessário voltar para a iluminação das escrituras. Se hoje existem igrejas denominacionais, pentecostais, históricas, saibam que para isso houve a necessidade de uma reforma teológica, uma volta as doutrinas bíblicas.
Jesus afirmou que seu propósito era cumprir toda a lei, através da aplicação prática da doutrina no dia a dia, passava dias na sinagoga “ensinando” todo o povo, e João afirmou que Ele era a própria Palavra da Verdade. Deus ao longo da história levantou reformadores, que tinham como único objetivo despertar a igreja de sua apatia e carnalidade, trazendo novamente a reflexão teológica à tona. Enfim, Deus, contou, conta e sempre contará com os teólogos para re-escrever a história. Portanto, negar a teologia, é negar o próprio Deus. 
A razão, em nossos dias tem dado lugar ao “sentir” e “perceber” como se a nossa relação com Deus fosse unicamente extra-sensorial. 
Deus se revela na sua Palavra e nas coisas criadas. Amar a Deus é amar a sua palavra, e se devotar a estudá-la e aprender Dele, através da revelação contida na Escritura Sagrada.
Nossa sabedoria, mentalidade, conhecimentos, intelecto, isto é, aquilo que nos difere da maioria dos animais, é e deve ser usado, como instrumentos de adoração a Deus, como? Estudando Teologia, adquirindo “conhecimento a respeito de Deus”.
Vivemos em uma geração facilmente influenciada pela visão de um líder carismático, e se for pragmático também, melhor ainda, pois responde a necessidade do mercado religioso. Poucos cristãos estão fazendo o esforço de pensar, refletir e julgar os fenômenos espirituais à luz da Bíblia, como fazia os Bereianos.

Talvez por isso existe tantas heresias e ensinos fraudulentos sendo difundidos em tantos púlpitos através de líderes despreparados e sem nenhuma estrutura bíblica para ensinar o povo.
Há um mandamento bíblico: "cresçamos na graça e no conhecimento..." (2Pe 3:18)
Tornamo-nos cativos de argumentos que derrubam todo esforço intelectual dentro das igrejas, substituindo a plenitude do Espírito, pela distração ministerial, promovendo doutrinas inúteis e uma vida fadada a mortandade espiritual.
A Boa teologia é aquela pautada nos textos bíblicos, que gera vida abundante, pra quem dela se vale, e que não satisfaz os caprichos humanos. Teologia nada mais é do que o entendimento de quem Deus revela ser e quais os seus feitos por nós.
Teologia diz respeito a vida diária, ao nosso relacionamento com Deus e com os outros, e a maneira como nós olhamos o planeta e a criação. Teologia envolve tudo o quê vemos, e até o que não vemos. Teologia são para aqueles que amam a Deus e que jamais gostariam de decepcioná-lo. Estudar teologia é um sinal de maturidade espiritual, como Paulo afirmou:
“Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino." (1 Coríntios 13:11)

Não seja levado por qualquer onda de doutrina. Tenha raízes profundas nas Escrituras!

Pr. Rogério Ferreira
Fonte: guiame.com.br (texto adaptado)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Um sub-cristianismo através da Supercialidade das Conversões


John Stott, no 1o Congresso de Lausanne, descreveu com ousadia a igreja africana da seguinte forma: como um grande rio, com milhares de quilômetros de extensão e centímetros de profundidade. Esta tem sido uma das preocupações mais enfatizadas pelos missiólogos na análise do crescimento da igreja no hemisfério sul: apesar de que milhões tornaram-se cristãos e demonstraram um entusiasmo superficial e alegria contagiante, os corações não foram profundamente afetados com o evangelho. O Brasil, com seus 40 milhões de evangélicos e 200 mil templos, deve constantemente avaliar se o crescimento acelerado está sendo acompanhado com  profundidade teológica, substância espiritual, maturidade no discipulado e transformação comunitária.
Sem dúvida, a igreja evangélica brasileira fez um ótimo trabalho como obstetra, de evangelização, de parteira espiritual, gerando milhões de novos-crentes, introduzido-os ao leite materno da fé cristã. Entretanto, ela demonstra grandes dificuldades no conhecimento de Deus, no aprofundamento das dinâmicas da fé, na mortificação do pecado e no processo de transformação pessoal e comunitário. O evangélico brasileiro ainda crê e pratica um cristianismo infantil, bastante rudimentar, sem consciência da abrangência do pecado na sua vida e nas cidades.
Nos períodos de crescimento, a igreja porta-se como uma criança, cheia de vigor e energia, imaturidade e insegurança. Pais de crianças e adolescentes sabem muito bem a quantidade de gás e vitalidade (e comida!) que seus filhos liberam na prática de esportes, atividades diárias, escola, acampamentos, brincadeiras, etc. Entretanto, eles ainda são frágeis e imaturos, machucam-se e choram com freqüência, aprontam e apanham, são indefesos e dependentes. Muitos cristãos brasileiros foram superficialmente evangelizados e praticam o sub-cristianismo do aceitar-Jesus e das 12 lições de discipulado, desde que lhes garanta a entrada no trem celestial. Com os cultos de entretenimento e suprimento de necessidades, o crente continua a viver um estilo de vida pouco tocado pelos valores do evangelho, cuja semente não penetra nos terrenos mais profundos do coração humano e da sociedade brasileira.
Qual a influência da igreja evangélica na sociedade brasileira? Assista a TV e perceba que, apesar dos muitos programas evangélicos, o sensacionalismo popular dos shows de televisão e a mentalidade competitiva e derrotista do Big Brother Brasil revelam uma cultura cada vez mais brutal, sensual, animalesca e enamorada de seqüestros e da violência. Corrupção e oportunismo impregnam as estruturas de poder, inclusive a política evangélica. Não estaria longe dos princípios do reino de Deus a igreja defensora da cobiça, incentivadora dos valores materiais, protetora do forte, do famoso, do rico e do belo, e desvalorizadora do fraco, da viúva, do velho e do pobre?
O secularismo e nominalismo têm avançado nas últimas décadas. Isso é evidenciado pelo número de homens e mulheres que estão se identificando como pessoas sem religião ou sem filiação religiosa. Um dos estados mais evangelizados do Brasil, o Rio de Janeiro com 30% de evangélicos, tem 12% nesta categoria. Essa tendência acompanha outros estados do Brasil: onde mais cresce a igreja evangélica, mais cresce também os sem-religião. Quase 10% da população brasileira já se encontra nessa categoria! A maior igreja luterana da América Latina situa-se em Timbó, Santa Catarina. Timbó é uma belíssima cidade, situada no Vale do Itajaí, com um dos melhores índices de desenvolvimento humano (IDH) do Brasil. Segundo um pastor local, Disney Macedo, essa igreja, com mais de 15 mil membros, congrega apenas 40-50 pessoas nos seus cultos dominicais.
Há muitos ex-evangélicos vagando pelas nossas cidades! Por muitos anos, eles criticaram os católicos brasileiros pelo evidente nominalismo: igreja como: local de batismo, casamento, funeral e ocasiões especiais. Parece que muitos tendem a copiar esse perfil nominal de crente descomprometido, adepto de um cristianismo light e culturalmente desenraizado.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Espiritualidade Carnal ou uma Carnalidade Espiritual


A conversão ao cristianismo leva necessariamente à mudança de atitudes: velhos vícios são abandonados e uma nova linguagem é aprendida (seria o evangeliquês?). O novo convertido experimenta fortes emoções, sente o amor de Deus e entrega sua vida a Ele. Entretanto, por mais válidas e abençoadoras que sejam essas experiências espirituais, elas não demonstram conhecimento profundo da graça salvadora e da pessoa de Deus. Reverência a Deus, dedicação à igreja e fortes emoções religiosas não florescem nos campos daquela espiritualidade que é regada pela água da vida, pela alegria do Espírito e pelo amor genuíno descoberta na cruz de Jesus. Ou seja, pessoas com aparência espiritual podem estar vazias da graça de Deus.
Isso faz com que muitos dos crentes, participantes das igrejas brasileiras, manifestem alguns tipos de pecados religiosos dissimulados, estilos de carnalidade com fachada de espiritualidade. É comum para aqueles que invejavam o carro importado ou a casa do colega de trabalho desejarem agora as mesmas coisas através de uma oração de posse, decretando prosperidade do Filho de Deus. Aqueles que anteriormente ambicionavam o cargo ou comissão do chefe do departamento, agora aspiram, humilde e avidamente, ao título de diácono ou a posição de liderança (pastor, bispo, apóstolo, etc.) com toda a voracidade do mercado de trabalho. Embora não exagerem mais na quantidade de bebida alcoólica (comida em excesso parece ser liberado nas igrejas, em geral) a glutonaria ambiciosa dos dons espirituais e cargos ministeriais mantém os desejos carnais bem vivos e ativos. É claro que tudo isso se disfarça com tanta sutileza passando despercebido para a maioria dos evangélicos, freqüentadores dos cultos sendo, imperceptível até mesmo para os pastores e líderes. 
Esses são apenas alguns exemplos do que poderia ser chamado de espiritualidade carnal ou carnalidade espiritual. Tais atitudes, embora sutis e inconscientes, corroem a comunidade cristã como câncer, devorando sua vitalidade de dentro para fora.
Há uma grande quantidade de atividade religiosa no mundo energizada pela natureza humana e pelo próprio diabo. A natureza humana pode ser facilmente mascarada e encoberta pela espiritualidade das pessoas. Padrões e atitudes que aparentemente têmcara e jeito de cristianismo podem encobrir uma carnalidade nos níveis mais íntimos das intenções e desejos do coração. O próprio Jesus disse que o joio é muito parecido com o trigo (Mt 13:24-27) . Quase todos os períodos de crescimento e avivamento na história da igreja comprovam que o trigo do evangelho fora cercado pelo joio das atividades carnais e elementos enraizados nos pecados do orgulho, vaidade, impureza, divisões, soberba, lascívia, etc.
Não é fácil separar o certo do errado, o bem do mal na igreja da atualidade. Por um lado, Deus está agindo imensamente em todo o Brasil, revitalizando velhas igrejas e especialmente plantando e fazendo crescer novas comunidades. Mas Satanás continua a plantar o joio no meio do trigo do avivamento, misturando o santo com o profano, bombardeando a luz do evangelho com os projéteis e mísseis das trevas, mesclando o bom leite espiritual com o café amanhecido da religiosidade (numa linguagem bem brasileira). A tarefa de arrancar o joio do meio do trigo – e separar a igreja verdadeira da artificial - é impossível aos homens, segundo Jesus.
O pecado se mistura em diversas doses e combinações dentro do coração, diluindo os elementos da fé, amor e santidade, implantados após a conversão pelo Espírito Santo. Ninguém é capaz de identificar e separar completamente o que vem de Deus daquilo que vem dos próprios desejos do coração humano. Há tantas combinações entre o bem e o mal, entre virtude e vício, entre aspirações por santidade e desejos da carnalidade. Nenhum cristão pode ter certeza absoluta que suas experiências sejam puramente experiências espirituais, sem que estejam poluídas pelo pecado ou misturadas à natureza humana. Nas terras do coração, as sementes da maldade fertilizam lado a lado com as sementes da Palavra. O importante é saber regar e adubar as melhores plantas.
O melhor é reconhecer humildemente as grandes semelhanças entre a espiritualidade dos religiosos e dos genuínos cristãos! Quantas vezes determinadas denominações e comunidades isolam-se dos outros grupos por considerarem-se mais espirituais, separam-se para viver em comunidades orgulhosas e egoístas! 
Quão difícil é separar o joio do trigo! O Deus onisciente, o conhecedor dos corações, é o único que tem prerrogativa para separar as ovelhas dos cabritos, estes para o castigo eterno, aqueles para a vida eterna (Mt 25:31-46).
Fonte: Sepal

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A Tragédia do Evangelismo Moderno


Em 1991, no primeiro ano da década da colheita, uma grande denominação nos Estados Unidos foi capaz de obter 294.000 decisões por Cristo. Isto é, em um ano, esta grande denominação de 11.500 igrejas foi capaz de obter 294.000 decisões por Cristo. Infelizmente, passado algum tempo apenas contavam com 14.000 destes congregando, o que significa que eles já não podiam prestar contas por 280.000 das decisões alcançadas. E estes são resultados normais do evangelismo moderno.

A cada 100 decisões por Cristo atualmente, aproximadamente 80 ou 90 não duram nem mesmo 1 ano.
A maneira de homens como Spurgeon, Wesley, Moody, Finney, Whitefield, Lutero, entre outros proclamar o Evangelho, era através de um princípio que é quase totalmente negligenciado pelos métodos atuais de evangelismo. 

A Bíblia diz no Salmo 19, versículo 7, “A Lei do Senhor é perfeita para converter a alma.” Ora, as Escrituras deixam bem claro: “A Lei do Senhor é perfeita para converter a alma.” 

Agora, para ilustrar a função da Lei de Deus, vamos observar por um instante a Lei Civil. Imagine se eu dissesse a você: “Tenho boas novas para você: alguém acabou de pagar uma multa de trânsito no valor de R$ 25.000,00 para você!” Provavelmente você reagiria dizendo: “O que você está dizendo? Essas não são boas novas! Isso não faz o menor sentido. Não tenho uma multa de trânsito de R$ 25.000,00!” As minhas boas novas não seriam boas novas para você: pareceria tolice! 

Mas, além disso, seria uma ofensa, porque eu estaria insinuando que você havia cometido um crime (quebrado a lei) quando você pensa não ter feito tal coisa. Entretanto, se colocar a situação da seguinte maneira, ela fará mais sentido: “No caminho para cá, um radar da polícia (a lei) pegou você a 160 quilômetros por hora em uma área reservada para uma convenção de crianças deficientes visuais. Havia dez avisos claros que a velocidade máxima era de 60 quilômetros por hora, mas você passou por ali ”voando” a uma velocidade de 160 km/h. O que fez foi muito perigoso e, portanto, a multa de R$ 25.000,00 era justa. A lei estava por ser aplicada quando alguém que você nem mesmo conhece entrou em cena e pagou a sua multa. Você realmente é um felizardo!” 

Romanos 3:19 diz assim: “Agora, pois, sabemos que o que quer que a Lei diga, ela diz para aqueles que estão debaixo da lei, para que toda boca seja calada e todo o mundo torne-se culpado diante de Deus.” Então, uma função da lei de Deus é calar a boca. Fazer os pecadores pararem de se justificar e dizer: “Ah, tem muita gente pior do que eu. Eu não sou uma má pessoa, não!” Ou seja, a lei cala a boca da justificativa e deixa o mundo inteiro , e não apenas os Judeus, culpado diante de Deus.

A tragédia do evangelismo moderno é que, na virada do século XX, quando a lei de Deus foi abandonada e desprezada em sua capacidade de converter a alma, de conduzir os pecadores a Cristo, os defensores do evangelismo moderno tiveram que encontrar outra razão para os pecadores responderem ao evangelho. A maneira que os evangelistas modernos encontraram para atrair tais pecadores foi a estratégia da “melhoria na qualidade de vida.”

O Evangelho foi degenerado para algo como: “Jesus Cristo vai te dar paz, alegria, amor, realização pessoal e felicidade duradoura".

A.B. Earl foi um famoso evangelista do século XIX que teve mais de 150.000 convertidos para substanciar suas afirmações. Satanás não quer que vocês escutem o que eu estou dizendo, então, prestem bastante atenção.
A.B. Earl disse: “Descobri através de extensa experiência que as mais sérias ameaças da Lei de Deus têm um papel importantíssimo na condução das pessoas a Cristo. Elas precisam se ver perdidas antes de clamar por misericórdia; elas não fugirão do perigo até que o enxerguem.”

Lamentavelmente, o que tem acontecido atualmente é que temos pregado a cura sem primeiro convencermos da doença. Temos pregado o Evangelho da graça sem primeiro convencer os pecadores da Lei, ou seja, que são transgressores. Como conseqüência desta pregação, que oferece a graça primeiro, quase todas as pessoas que são abordadas em um evangelismo pessoal dizem que já “aceitaram a Cristo” umas seis ou sete vezes. Quando digo: “Você precisa entregar sua vida a Jesus Cristo.” A resposta que sai quase que instantaneamente é: “Ah, já fiz isso quando tinha sete, onze, dezessete, vinte e três, vinte e oito, trinta e dois anos de idade...”. Sabemos que esta pessoa NUNCA NASCEU DE NOVO, pois do contrário, estaria firme no Senhor. Por quê? Por que jamais se convenceu de que tinha a doença e, portanto, não é grato pela cura.

Pensem na mulher apanhada em ato de adultério (João 8:1-11) – violação do sétimo mandamento. A Lei exigia o seu sangue (Levítico 20:10) e ela se encontrava em uma situação muito difícil. Não tinha saída, a não ser lançar-se aos pés do Filho de Deus por misericórdia; e essa é a função da Lei de Deus.

Paulo falou de estar guardado debaixo da Lei (Gálatas 3:23) – a Lei condena. Dizem por aí: “Você não pode sair por aí condenando os pecadores!” Santos, eles já estão condenados! João 3:18: “Aquele que não crê já está condenado.” Só o que a Lei faz é mostrar aos pecadores o seu verdadeiro estado.

Charles Spurgeon disse: “Não aceitarão a graça até tremerem diante de uma Lei justa e santa.”
Charles Finney disse “Cada vez mais, a Lei deve preparar o caminho para o Evangelho.” Disse ainda: “Negligenciar isto na instrução das almas certamente resultará em falsa esperança, na introdução de um padrão falso da experiência Cristã, e encherá a igreja de falsos convertidos.”

O Apóstolo Paulo em Gálatas 3.24 afirma: “De modo que a Lei se tornou nosso aio [professor], para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados.”

Que possamos PREGAR o EVANGELHO PURO E COMPLETO nestes dias de tanta decadência espiritual, ambição por materialismo e luxúria. Seja você um Mensageiro do Senhor, sem contudo, baratear o Evangelho tão precioso do Senhor!

Fonte: Evangelismo Bíblico por Ray Comfort

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A Doutrina da Justificação



Sermos Justificados por Deus, o que isso realmente consiste?
Sermos livrados da sentença da condenação da Lei Divina é a benção fundamental da salvação de Deus: enquanto continuamos sob a maldição, não podemos ser nem santos nem felizes.

A Justificação é um Conceito Teológico e importantíssimo para o Cristianismo. 

Então o que é justificação? É um ato da livre graça de Deus para com os pecadores, no qual Ele os perdoa, aceita e considera justas essas pessoas diante dEle, não por qualquer coisa por eles feita, mas unicamente pela perfeita obediência e plena satisfação de Cristo, a eles imputada por Deus e recebidas só pela fé”.

O Apóstolo Paulo disse: "Tendo sido pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo". (Rm 5:1 - NVI)

A justificação, então, não se refere a alguma mudança produzida na atitude de uma pessoa, porém é exclusivamente uma mudança em sua posição em relação à lei. A justificação é diferente da santificação nesse aspecto.

Justificação é o ato da graça de Deus como Juiz, na elevada corte do Céu, pelo qual Ele dita que um pecador é libertado da penalidade da lei, e totalmente restaurado ao favor divino. É a declaração de Deus de que a parte acusada está totalmente de acordo com a lei; a justiça o desculpa porque a justiça tem sido satisfeita. Desta forma, é recebido em Seu favor e concedido o direito a todas as bênçãos que Cristo adquiriu para Seu povo, por Sua perfeita satisfação. Aleluia! 

“Como, pois, seria justo o homem para com Deus, e como seria puro aquele que nasce 
de mulher?” (Jó 25:4)

Ilustrando melhor essa doutrina para nossa melhor compreensão, veja:

1) o Juiz é o próprio Deus (Is 50:7,8)
2) o Tribunal é o Trono da Graça onde Ele está assentado (Hb 4:16)
3) o Réu é o pecador (Rm 3:18)
4) os Acusadores são três:
* a Lei (Jo 5:45)
* a consciência (Rm 2:15)
* e Satanás (Zc 3:2 e Ap 12:10)
5) o Réu tem uma defesa preparada a seu favor, chamada "Graça" através do Sangue de Cristo, que pagou por seu resgate tornando a Justiça completamente satisfeita (Rm 3:23-25)
6) o Advogado do Réu é o próprio Cristo que efetuou a propiciação dos nossos pecados. (1Jo 2:1,2)
7) a Sentença é uma só: "ABSOLVIDO" por causa do sacrifício e da Justiça de Cristo. (2Co 5:21)

Portanto, Justificação é uma Mudança Judicial onde nos tornamos isentos de culpa e totalmente aceitos e absolvidos pelo Juiz, através do Sacrifício de Cristo por nós, nos tirando da Posição de Condenação para uma posição de ACEITAÇÃO perante Deus, o Juiz.

Tal posição nunca poderia ser alcançada pelo nossa própria força, ou manifestando nossa justiça própria. Alguém deveria morrer para que a Justiça de Deus fosse satisfeita. E sabe quem foi este? Sim, o próprio Jesus, em substituição a nós, morreu a nossa morte, para que pudéssemos viver a Sua vida. É por isso que podemos viver, hoje, em plena comunhão e paz com Deus.
“Aquele (Jesus) que não conheceu o pecado (Justo), ele o fez pecado por nós; para que, NELE, fôssemos feitos JUSTIÇA DE DEUS”. (II Coríntios 5.21)

Em Cristo, já fomos feitos Justiça de Deus. Cristo assumiu o meu lugar de pecador para me fazer a Sua justiça. Mesmo que você não aceite esta verdade, de que você é a justiça de Deus, este fato já foi consumado.

Estamos em uma nova realidade em Cristo Jesus. Agora, neste exato momento, estamos na Presença de Deus sem Culpa, sem Medo, sem Inferioridade, como se o pecado nunca tivesse existido, chamando Deus de Pai e Ele nos chamando de Filhos.

O desejo de Deus é que vivamos a altura dessa Palavra tão libertadora. Você foi declarado aceito por Deus. Chega de viver debaixo de um jugo que não é pra você. Você não nasceu pra andar cabisbaixo, chorando pelos cantos, achando que você não é nada e mergulhado num profundo complexo de inferioridade, auto-rejeição e medo. Você nasceu pra dar Certo! E isto só é possível quando você entende sua posição diante de Deus, que é a de Justiça. Assim como você foi feito filho de Deus, você também foi feito a Justiça de Deus. Declare para você mesmo e para toda hoste espiritual isto: Eu Sou Justiça de Deus!

"Portanto, já não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus" (Rm 8:1) 

Ap. Rogério Ferreira

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Se Jesus fosse NeoPentecostal



Se Jesus fosse neopentecostal, não venceria satanás pela palavra, mas teria o repreendido, amarrado, mandado ajoelhar, dito que é derrotado, feito uma sessão de descarrego durante 7 terças-feiras, aí sim ele sairia. (Mt 4:1-11) 

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria feito simplesmente o “sermão da montanha”, mas teria realizado o Grande Congresso Galileu de Avivamento Fogo no Monte, cuja entrada seria apenas 250 Dracmas divididas em 4 vezes sem juros. (Mt 5:1-11) 

Se Jesus fosse neopentecostal, jamais teria dito, no caso de alguém bater em uma de nossa face, para darmos a outra; Ele certamente teria mandado que pedíssemos fogo consumidor do céu sobre quem tivesse batido pois “ai daquele que tocar no ungido do senhor” (MT 5 :38-42) 

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria curado o servo do centurião de cafarnaum à distância, mas o mandaria levar o tal servo em uma de suas reuniões de milagres e lhe daria uma toalhinha ungida para colocar sobre o seu servo durante 7 semanas, aí sim, ele seria curado. (Mt 8: 5-13) 

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria multiplicado pães e peixes e distribuído de graça para o povo, de jeito nenhum! Na verdade o pão ou o peixe seriam “adquiridos” através de uma pequena oferta de no mínimo 50 dracmas e quem comesse o tal pão ou peixe milagrosos seria curado de suas enfermidades. (Jo 6:1-15) 

Se Jesus fosse neopentecostal, ele até teria expulsado os cambistas e os que vendiam pombas no templo, mas permaneceria com o comercio, desta vez sob sua gerência. (MT 21:12-13) 


Se Jesus fosse neopentecostal, nunca teria dito para carregarmos nossa cruz, perdermos nossa vida para ganhá-la, mas teria dito que nascemos para vencer e que fazemos parte da geração de conquistadores, e que todos somos predestinados para o sucesso. E no final gritaria: receeeeeeebaaaaaa! (Lc 9:23) 

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria curado a mulher encurvada imediatamente, mas teria a convidado para a Escola de Cura para o aprender os 7... veja bem, os 7 passos para receber a cura divina. (LC 13:10-17) 

Se Jesus fosse neopentecostal, de forma alguma teria entrado em Jerusalém montado num jumento, mas teria entrado numa carruagem real toda trabalhada em pedras preciosas, com Poncio Pilatos, Herodes e a cantora Maria Madalena cantando hinos de vitória “liberando” a benção sobre Jerusalém. E o povo não o receberia declarando Hosana! Mas marchariam atrás da carruagem enquanto os apóstolos contariam quantos milhões de pessoas estavam na primeira marcha pra Jesus. (MT 21:1-15) 

Se Jesus fosse neopentecostal, ao curar o leproso (Mc 1:40-45), este não ficaria curado imediatamente, mas durante a semana enquanto ele continuasse crendo. Pois se parasse de crer.. aiaiaiaia 

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria expulsado o demônio do gadareno com tanta facilidade, Ele teria realizado um seminário de batalha espiritual para, a partir daí se iniciar o processo de libertação daquele jovem fazendo pente fino desde o seu tataravô. (Mc 5:1-20) 

Se Jesus fosse neopentecostal, ele teria sim onde recostar sua cabeça e moraria no bairro onde estavam localizados os palácios mais chiques e teria um castelo de verão no Egito. (Mt 8:20) 

Se Jesus fosse neopentecostal, Zaqueu não teria devolvido o que roubou, mas teria doado seu dinheiro ao ministério.
 (Lc 19:1-10)


Se Jesus fosse neopentecostal, não diria ao jovem rico para vender tudo o que tem e dar aos pobres, mas para ser um patrocinador na obra de Deus com o carnê do Gideão. (Mc 10:17-23) 

Se Jesus fosse neopentecostal, não pregaria nas sinagogas, mas na recém fundada Igreja de Cristo, e Judas ao traí-lo não se mataria, mas abriria a Igreja de Cristo Renovada. 

Se Jesus fosse neopentecostal, não diria que no mundo teríamos aflições, mas diria que teríamos sucesso, honra, vitória, riquezas e prosperidade... (Jo 16:33) 

Se Jesus fosse neopentecostal, ele seria amigo de Pôncio Pilatos, apoiaria Herodes para governador nas eleições e só falaria o que os fariseus quisessem ouvir. 

Certamente, Se Jesus fosse neopentecostal, não sofreria tanto nem morreria por mim nem por você... Ele estaria preocupado com outras coisas. Ainda bem que não era. 

Fonte: Blog Fé e Razão


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