quinta-feira, 2 de março de 2017

Importa-vos nascer de novo


O que é Regeneração?
Regeneração significa, "ser gerado novamente", ou segundo a bíblia, "nascer de novo". 
Jesus disse sobre esta importância: "Necessário é nascer de novo" João 3:7.

Por meio de Adão, todos os homens são pecadores"Portanto, como por um homem (Adão) entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram". Romanos 5:12

Quando nascemos, temos em nós a natureza adâmica, uma natureza pecaminosa.
"Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe". Salmos 51:5

Esta natureza não pode entrar na presença de Deus, pois faz do homem um pecador, e o pecado faz separação entre o homem e Deus (Isaias 59:2). Em sua conversa com Nicodemos, Jesus disse duas vezes que um homem deve nascer de novo a fim de ver o reino de Deus (João 3:3, 7). O nascimento físico nos trouxe à terra; o renascimento espiritual (regeneração) nos leva ao céu. 

Antes da salvação, não éramos filhos de Deus (João 1:12-13). Pelo contrário, éramos filhos da ira (Efésios 2:3). Antes da salvação, estávamos degenerados; depois da salvação, somos regenerados. O resultado da regeneração é a paz com Deus (Romanos 5:1), uma nova vida (Tito 3:5; 2 Coríntios 5:17) e a filiação eterna (João 1:12-13; Gálatas 3:26).

Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus." João 3:5.

Se o pecador não nascer de novo, ele permanecerá com a natureza de Adão reinando em sua vida. Esta natureza está condenada, pois foi corrompida pelo pecado. Podemos dizer, portanto, que se o homem não nascer de novo, ele estará eternamente condenado.

Nossa velha condição
"Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira". Efésios 2:1-3

Deus porém, sendo rico em misericórdia, nos proveu um meio de obter uma Nova Natureza!
O novo nascimento é um nascimento espiritual, santo e celestial que resulta em nós sendo vivificados espiritualmente. O homem em seu estado natural está "morto em seus delitos e pecados" até ser "vivificado" (regenerado) por Cristo. Isso acontece quando ele coloca a sua fé em Cristo (Efésios 2:1).

A regeneração é ato criativo de Deus. É uma obra essencialmente divina. Através da regeneração Deus cria um novo homem, com uma nova natureza em verdadeira justiça e santidade, segundo a sua palavra. O novo ser gerado por Deus tem uma nova natureza segundo a natureza divina. Jo 1:12-13

O fim da velha natureza
Por meio do corpo de Cristo o velho homem foi crucificado, e deste fato decorre: o cristão está morto para o pecado, morto para a lei e vivo para Deus.

“Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” Rm 6. 3- 4.

O que foi sepultado com Cristo? O corpo do pecado, a velha natureza, o velho homem e as suas concupiscências. O velho homem foi crucificado para que o corpo do pecado fosse desfeito, de maneira que o novo homem não serve mais o pecado. 

O pecado escraviza o homem, ou seja, tudo o que o homem faz por meio do corpo, bem ou mal, é para o pecado, e não para Deus. Por mais que um homem lute para ser livre do pecado por meio de boas obras, não poderá penhorar as suas obras no resgate da sua alma, pois tudo o que produz não lhe pertence. Pertence ao pecado e o salário do pecado é a morte.

O bem que o velho homem faz não pode livrá-lo da condenação; o mal que ele faz só aumentava a medida do cálice da ira de Deus. Não há como escapar, e a saída providenciada por Deus é a cruz de Cristo.

Por meio da morte com Cristo, o cristão se vê livre do seu antigo senhor e algoz, o pecado. Quando se está preso ao pecado por meio do corpo do pecado, ou da velha natureza, tudo o que o velho homem produz pertence ao pecado.

"Pois sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado seja destruído, e não mais sejamos escravos do pecado". Romanos 6:6
Crucificado o velho homem, ele não mais vive! Cristo passa a viver naquele que crê!

Os regenerados são criados em verdadeira justiça e santidade “E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”. Ef 4:24.

O novo homem, embora possua um corpo constituído de matéria, é espiritual, pois é criado segundo Deus, ou seja, segundo a vontade de Deus. Jo 1:13.
Ele nos gerou novamente em Cristo
"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos". 1 Pedro 1:3

Nenhuma quantidade de boas obras ou de observância da lei pode regenerar o coração. "visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei" (Romanos 3:20). Somente Cristo oferece uma cura para a depravação total do coração humano. Não precisamos de uma renovação, reforma ou reorganização; precisamos de regeneração, isto é, novo nascimento!

E assim, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas se passaram, tudo se fez novo! 2 Coríntios 5:17.

Se volte pra Cristo, em arrependimento e fé e experimente nascer de novo!

Ap. Rogério Ferreira

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O poderoso Sangue de Cristo


"...não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados... mas com o precioso sangue de Cristo..." (I Ped. 1:18-19).
Desde o princípio o sangue tem sido considerado por Deus como algo muito precioso. "Porque a vida da carne está no sangue. E esse sangue Eu o tenho dado a vós, para cumprirdes o ritual de expiação sobre o altar, pelas vossas vidas; pois é o sangue que faz expiação pela vida".(Lv 17:11) KJA.

Jesus derramou seu sangue precioso, ao morrer na cruz do Calvário, para realizar a maior obra de Salvação e Resgate da humanidade.

1) O precioso sangue de Cristo tem um PODER REDENTOR.
Ele redime da lei. Todos nós estávamos sob a lei, que dizia: "Faça isto, e viverá". Éramos escravos da lei; Cristo pagou o preço do resgate e a lei não é mais o nosso mestre tirano. Estamos completamente livres dela. "Cristo nos redimiu da maldição da lei, tendo sido feito maldição em nosso lugar" (Gal. 3:13). Seu sangue nos trouxe eterna redenção! "Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção" Hebreus 9:12. Fomos resgatados pelo seu precioso sangue!

2) O valor do sangue está principalmente em sua EXPIAÇÃO EFICAZ.
Em Levítico somos alertados que "é o sangue que fará expiação pela alma" (17:11). No regime da lei, Deus nunca perdoou pecado à parte do sangue, era uma norma: "sem o derramamento de sangue não há remissão" (Heb. 9:22). O sangue, e somente o sangue, tirava o pecado e permitia ao homem chegar-se ao trono de Deus para O adorar. Cristo, portanto, veio e foi punido no lugar de todos os pecadores. Incontáveis são as almas pelas quais Jesus derramou Seu sangue. Ele fez uma expiação completa pelos pecados de todos nós. Bendito seja o Senhor!

3) O precioso sangue de Cristo tem também um PODER PURIFICADOR.
Em I João 1:7 lemos "...e o sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo o pecado". A conseqüência direta do pecado é a contaminação do pecador, daí a necessidade da purificação. O pecado é uma praga para o homem que o comete, portanto, o pecador precisa ser puri­ficado e lavado das suas iniqüidades, ou nunca poderá ser livre da lepra do pecado. Deus disse: "Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve, ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã" (Is. 1:18).

4) O Sangue de Cristo tem um PODER SANTIFICADOR.
"E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta". (Hebreus 13:12). Não há motivo tão grande para ã santidade quanto aquele que flui da pessoa de Jesus. O mesmo sangue que justi­fica o pecador, retirando dele o pecado e removendo a culpa, age subseqüentemente sobre sua nova natureza ajudando o cristão a subjugar o pecado e viver uma vida de santidade ao Senhor.

5) Outra magnífica virtude do Sangue de Jesus é o seu PODER DE ACESSO.
Está escrito que o sumo sacerdote nunca entrou além do véu sem sangue; e certamente nós nunca poderíamos acessar a presença de Deus, sem o novo e vivo caminho que Cristo nos consagrou através do seu precioso sangue. "Temos acesso com confiança em Sua graça". Se tentarem ter um relacionamento com Deus, baseado em seus próprios méritos, vocês falharão; mas se tentarem se aproximar de Deus estando em Jesus Cristo, terão êxito em fazê-lo. Louvem o sangue, então, pelo poder que tem de aproximá-los de Deus. "Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus". Hebreus 10:19

6) Finalmente o Sangue de Cristo tem um PODER VENCEDOR.
Está escrito no Apocalipse: "Eles venceram por causa do sangue do cordeiro" (Apoc. 12:11).
Diante do sangue de Jesus,  o pecado morre em sua presença, a morte deixa de ser morte e o próprio inferno seria drenado e ressequido, se este sangue pudesse operar lá.
Diante do sangue de Jesus, as portas do céu são abertas, barras de ferro são quebradas, as dúvidas e temores fogem, problemas e desastres desaparecem. Temos "vitória, vitória, através do sangue do Cordeiro!". Aleluia! Quanto benefício há no Sangue de Jesus Cristo!

E agora, posso hoje usufruir deste sangue? ele pode me alcançar agora? Sim, é gratuito, tanto quanto cheio de virtudes, gratuito para toda alma que crê! Quem quiser vir e crer em Jesus encontrará a virtude deste sangue em sua vida neste dia, neste exato instante.

e se Deus te capacitar, pobre leitor, a dizer agora mesmo estas palavras com fé: "eu tomo este precioso sangue sobre a minha vida e deposito minha confiança nele, para ser minha única esperança" você será salvo, e poderá cantar conosco!

Alvo mais que a neve 
Alvo mais que a neve 

Sim, neste sangue lavado ♫
Mais alvo que a neve serei! 


Que Deus conceda que assim seja, sobre tua vida, por amor de Seu nome. Amém. 

Ap. Rogério Ferreira
Trechos extraídos do livro: Precioso sangue.
Charles Haddon Spurgeon

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Crer ou Sentir


Muitos cristãos vivem altos e baixos porque ainda não aprenderam a andar por fé.
Vivemos na era do cristão que dá mais importância ao que sente, do que ao que crê…
São vítimas dos seus próprios sentimentos, que na maioria das vezes são contrários à Palavra.
Em nossa alma estão os sentimentos e emoções, então alguns cristãos quando se sentem felizes e alegres, pensam que são aceitos por Deus. Quando, porém, alguma mudança ocorre e se sentem deprimidos, e as coisas não dão certo, concluem que Deus os abandonou.

Devemos andar por fé e não por vista! (2Co 5:7). Significa que não devemos andar por aquilo que vemos ou sentimos. As circunstâncias afetam nossos sentimentos, e nos deixam algumas vezes tristes e angustiados, mas as mesmas circunstâncias não podem afetar a sua fé.

Por exemplo, se a pessoa está começando a se sentir deprimida, o que seria andar na fé neste caso? – Seria começar a sorrir e se alegrar, porque a Palavra de Deus diz: “alegrai-vos sempre no Senhor, outra vez vos digo alegrai-vos.” (Fp 4:4) Perceba uma coisa que a Palavra não diz, ela não diz: “alegrai-vos se tudo estiver bem” ou “alegrai-vos quando você se sente bem, ou quando está tudo a seu favor, etc.” Não, não é isso que a Palavra diz, mas ela diz: “alegrai-vos sempre no Senhor, outra vez vos digo alegrai-vos.” SEMPRE, em qualquer situação.

Deus determinou como o cristão deve andar. "O justo viverá da fé". Hc 2:4
Foi o profeta Habacuque quem expressou tamanha fé e confiança em Deus, ainda que as situações em que estava vivendo não era favorável.
Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. (Hc 3:17,18)

A fé vai muito além do sentimento, é uma convicção. o alicerce da fé é a palavra de Deus, e não, as circunstâncias que estão à nossa volta diariamente acontecendo...

Quando Jesus andava sobre as águas em meio a tempestade, Pedro ousou: “se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas” (Mt 14.26), mas quando deixamos o sentimento falar mais alto que a nossa fé, então naufragamos:mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me” (v. 30).

Pedro afundou porque deixou que seu sentimento, o medo, falasse mais alto do que a fé na palavra do Messias. O profeta Jeremias declarava: “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas” (Jr 17.9). 

Não devemos andar com Deus baseado em sentimentos, pois não são confiáveis. Seus sentimentos são instáveis, ora está bem, ora está mal. Dependendo do dia e da ocasião, seus sentimentos podem estar em paz, e de repente, ao ouvir uma notícia ruim, ficarem abalados. Um dia você está feliz, outro dia você pode estar triste. Uma das grandes armas que o diabo usa para enfraquecer a fé das pessoas é exatamente fisgá-las por intermédio dos sentimentos. Ele cria diversas situações para te afetar emocionalmente. 

Todas as pessoas passam por testes, tentações, provas e tribulações mas como você lida com elas faz toda a diferença. Ou você acredita nos seus sentimentos, ou você acredita no que diz a Palavra de Deus!

Vejamos agora outro exemplo do que é andar por fé: Você comete um pecado, e agora está se sentindo culpado, o que fazer? – 1 João 1:9 diz: “se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” Mas e se eu continuo a me sentir mal por ter feito aquilo mesmo depois de confessar meu pecado a Deus? 

Lembre-se, você anda por fé e não por vista, não por sentimento, Deus já te perdoou. Na verdade a coisa toda funciona assim, Aí Satanás começa a dizer: “Você acha que Deus já lhe perdoou? Não é bem assim, o que você fez foi muito mal …” Aí se a pessoa acredita na mentira do diabo, ou acha que Deus não a perdoou mesmo, ou começa a se justificar, achando que aquilo não era tão mal assim! 
Por isso a bíblia diz: "não dê lugar ao diabo" (Ef 4:27). 

Você pode crer no perdão de Deus. Afinal é por fé que você se relaciona com Ele e não por sentimentos. Então a biblia diz: "Portanto, acheguemo-nos a Deus com um coração sincero e com absoluta certeza de fé". Hb 10:22. Aleluia!

A fé é um dom divino (Ef 2.8), vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17), mas que pode e deve ser exercitada (Mt 17.20). Fé é acreditar no que Deus disse. É crer no que Ele prometeu.

Não tememos, quer a provação seja grande, quer seja fraca, venceremos e chegaremos mais adiante, afinal se Deus disse que somos mais que vencedores em Cristo Jesus, então SOMOS! (Rm 8:37) 

O grande problema é que alguns chegam à igreja esperando o que Deus irá falar enquanto Deus está esperando sua fé naquilo que Ele já disse e quer confirmar com poder respostas à sua fé!

Quer viver uma vida constante e vitoriosa?
“Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé.” (2Co 13:5)

A partir de hoje, confesse a Palavra de Deus e não seus sentimentos. Confessar significa "concordar" com o que Deus disse na Sua Palavra. Se ele falou, está falado, nada pode contrariar o que Ele determinou.

Deste modo, você viverá uma vida firme e constante em Deus, sempre bendizendo o seu nome e dando testemunho do seu favor!

Deus te abençoe, 
Ap. Rogério Ferreira

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Quer andar com Deus?

Deus nos convida a andar com Ele. Ele continua dizendo: "vem e segue-me". Andar com Deus é conhecê-lo. É Sentir a sua presença. É saber sua vontade. De fato, esta é a essência da fé cristã. O cristianis­mo não consiste num credo ou numa filosofia, mas num relaci­onamento com Deus. Há muitos que possuem uma religião, mas não uma relacionamento. Conhecem doutrinas e observam rituais, mas não des­frutam de uma amizade sincera com o seu Criador. E por isso que Enoque é um personagem que tem tanto a nos ensinar. A bíblia diz que Enoque "andou com Deus, e que o Senhor o tomou para si". Gn 5:24.

Como podemos andar com Deus?

Enoque provou que andar com Deus é algo possível, e que nunca é cedo para iniciarmos este maravilhoso relacionamento. Existem muitos recursos que o Senhor coloca à nossa dispo­sição para nos ajudar a conhecê-lo melhor. A leitura da Bíblia, a prática da oração, o louvor, a meditação, o culto e o jejum são alguns deles. Provavelmente, ninguém irá muito longe se des­prezar essas disciplinas espirituais. 

Quem quiser andar com Deus deve procurar submeter-se a vontade dEle, pois, como diz a Bíblia; "andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?" (Am 3-3.) Deve buscar uma vida de santidade, pois "eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separa­ção entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça" (Is 59.1,2). Mas, acima de tudo, precisa decidir andar com Jesus, pois só ele nos leva ao Criador. "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim", disse o Mestre (Jo 14.6). Andar com Jesus é andar com Deus.

Certa ocasião, uma menina dava sua profissão de fé a fim de ingressar na igreja mediante o batismo. Devido à sua pouca idade, a congregação não estava segura de que ela estivesse preparada para dar esse passo. Então, alguém falou:
-      Mariazinha, imagine que o diabo batesse à porta do seu coração. O que você faria?
-      Isso é fácil, respondeu a menina. Eu diria: "Jesus, por fa­vor, você pode ir ver quem está batendo?" E quando a porta se abrisse, e o diabo desse de cara com ele, diria: "Desculpe, foi engano!", e sairia correndo.
Diante de tal resposta, todos se mostraram favoráveis ao ba­tismo da menina. Havia ficado claro que ela possuía um relaci­onamento com Cristo.

Você tem uma religião ou uma relação? A intimidade com o Altíssimo é a nossa maior necessidade. O salmista escreveu: "Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma" (Sl 42.1). Há um vazio no nosso peito que só o Senhor pode preencher. No fundo da alma de todo ser huma­no, sobrevive o desejo de andar com Deus. 

Qual é o resultado de andar com Deus?

Quando andamos com Deus, desfrutamos das suas bênçãos. Colhemos todas as dádivas e dons que ele semeou em nosso caminho. Mais do que isso: quando andamos com Deus, des­frutamos seu caráter. Tornamo-nos, cada dia, mais parecidos com ele. 
Tal como aconteceu com Enoque, é certo que, se andarmos com Deus na terra, caminharemos com ele no céu. O tipo de vida que levamos aqui não será muito diferente daquele que teremos na eternidade, pois aqueles que optaram por afastar-se do Senhor serão banidos da sua presença, e os que procuraram aproximar-se dele, o verão face a face. De certo modo, céu e inferno nada mais serão do que a concessão, aos homens, da­quilo que eles priorizaram, elevado à sua máxima potência.

Enoque andou com Deus. E, ainda hoje, anda com Ele, no céu. E quanto a você? As poucas linhas que falam sobre Enoque devem despertar, no seu interior, o desejo de buscar a co­munhão com o Senhor. "Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança." (Rm 15.4.) A história de Enoque não ficou registrada na Bíblia por causa dele, e sim por sua causa. Ela deve despertar em sua alma, uma resposta de devoção.

Acredite: eu e você fomos feitos para se relacionar com Deus, o Pai! Então, não perca tempo. Não desperdice as opor­tunidades. Faça como Enoque. Disponha-se a andar com Deus.

Deus te abençoe!

Ap. Rogério Ferreira

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O Crente Turista de Igreja


Turista é um termo que identifica quem viaja muito, quem não perde a oportunidade de conhecer uma nova cidade, quem está sempre à procura de uma nova atração que justifique o seu deslocamento. Essas pessoas fazem do turismo um grande negócio em todo o mundo.

Há, também, um outro tipo de turismo que cresce rapidamente nos nossos dias, trata-se do turismo de Igreja. Esses turistas são crentes que ficam "viajando" de Igreja em Igreja. 

Hoje vão em uma igreja, semana que vem na outra igreja e assim por diante. Geralmente essas pessoas são levadas pelas atrações do dia: É um "Louvorzão" aqui, um "Arrasta-pé Evangélico" ali, um "Culto Show" nesta Igreja, uma "Vigília poderosa" naquela outra, depois naquela da "Campanha da água milagrosa" e lá vai o turista, sempre em viagem atrás das Bençãos!

Isso é perigoso, porque uma árvore cuja raiz é arrancada de um lugar para o outro o tempo todo, não tem como dar fruto! É o que acontece com o "Crente Turista", sua vida é infrutífera!


Uma canção evangélica chamada CRENTE TURISTA diz: 
Turista não se consagra
E aceita a palavra do jeito que quer
Mesmo não vindo à igreja, tem a certeza que está de pé.

Murmura de quem canta e prega
Jamais se alegra, ele não quer buscar.
Mais quando Jesus manda fogo ele corre de novo pra não se queimar

Se por acaso, você está se tornando um turista de Igreja, atente para estes fatos:

1 - Turista de igreja não agrada a Deus como lemos em Hb 10.25: "Não deixemos a nossa congregação..."; Você deve participar da sua igreja com compromisso de servir ao Senhor no local onde você tem sido alimentado da Palavra semanalmente.

2 - Turista de igreja não trabalha para o Senhor, como deveria fazer, servindo na Igreja local onde é membro; Ele trabalha para si mesmo, apenas atrás dos seus interesses pessoais.

3 - Turista de igreja perde a bênção da comunhão, que é resultado do convívio, no mínimo semanal, com os irmãos da sua Igreja;

4 - Turista de igreja se torna uma pessoa confusa e desorientada porque assimila uma verdadeira salada mista de doutrinas e práticas;

5 - Turista de igreja pratica desonestidade, porque quando se fez membro de uma Igreja, prometeu freqüentá-la assiduamente;

6 - Turista de igreja, na maioria das vezes, acaba ficando no meio do caminho, isto é, em Igreja nenhuma.

O cristão precisa ter raiz, congregar em uma igreja, ter um pastor, ser ovelha, porque a Igreja é um Corpo, e Cristo é sua cabeça, e todo crente um membro deste corpo. Já viu algum membro sobreviver separado do corpo?

Se você é um crente "desigrejado", lembre da Palavra de Deus que nos exorta: 

Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.
Hebreus 10:25-25


Não seja você um turista de igreja.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A Cruz e o Ego



A vida cristã começa com um ato de auto-renúncia, e é continuada pela auto-mortificação (Romanos 8:13). A primeira pergunta de Saulo de Tarso, quando Cristo o apreendeu, foi, “Senhor, que queres que eu faça?”. A vida cristã é comparada com uma “corrida”, e o corredor é chamado para “deixar todo embaraço e o pecado que tão de perto nos assedia” (Hebreus 12:1), cujo “pecado” é o amor por si mesmo, o desejo e a determinação de ter o nosso “próprio caminho” (Isaías 53:6).

O grande alvo, fim e tarefa posta diante do Cristão é seguir a Cristo — seguir o exemplo que Ele nos deixou (1 Pedro 2:21), e Ele “não agradou a si mesmo” (Romanos 15:3). E há dificuldades no caminho, obstáculos na estrada, dos quais o principal é o ego. Portanto, este deve ser “negado”. Este é o primeiro passo para se “seguir” a Cristo.

O que significa para um homem “negar a si mesmo” totalmente?

Primeiro, isto significa renunciar sua própria bondade. Significa cessar de descansar sobre quaisquer obras nossas, para nos recomendar a Deus. Significa uma aceitação sem reservas do veredicto de Deus que “todas as nossas justiças [nossas melhores performances], são como trapo da imundícia” (Isaías 64:6). Foi neste ponto que Israel falhou: “Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus” (Romanos 10:3). Agora, contraste com a declaração de Paulo: “E seja achado nEle, não tendo justiça própria” (Filipenses 3:9).

Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente sua própria sabedoria. Ninguém pode entrar no reino dos céus, a menos que tenha se tornado “como criança” (Mateus 18:3). “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Isaías 5:21). “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Romanos 1:22). 

Quando o Espírito Santo aplica o Evangelho em poder numa alma, é para “destruir os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10:5). Um moto sábio para o todo cristão adotar é “não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3:5).

Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente sua própria força. É “não confiar na carne” (Filipenses 3:3). É o coração se curvando à declaração positiva de Cristo: “Sem mim, nada podeis fazer” (João 15:5). Este é o ponto no qual Pedro falhou: (Mateus 26:33). “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda” (Provérbios 16:18). 

Quão necessário é, então, que prestemos atenção à 1 Coríntios 10:12: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia”! O segredo da força espiritual reside em reconhecer nossa fraqueza pessoal: (veja Isaías 40:29; 2 Crônicas 12:9). Então, “fortifiquemo-nos na graça que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 2:1).

Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente sua própria vontade. A linguagem do não-salvo é, “Não queremos que este Homem reine sobre nós” (Lucas 19:14). A atitude do cristão é, “Para mim, o viver é Cristo” (Filipenses 1:21) — honrá-Lo, agradá-Lo, servi-Lo. Renunciar sua própria vontade significa atender à exortação de Filipenses 2:5, “Que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”, o qual é definido nos versos que imediatamente seguem como de abnegação. É o reconhecimento prático de que “não sois de vós mesmos, porque fostes comprados por bom preço” (1 Coríntios 6:19,20). É dizer com Cristo, “Não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres” (Marcos 14:36).

Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente suas luxúrias ou desejos carnais. “O ego do homem é um feixe de ídolos” (Thomas Manton, Puritano), e estes ídolos devem ser repudiados. Os não-cristãos são “amantes de si mesmos” (2 Timóteo 3:1); mas aquele que foi regenerado pelo Espírito diz com Jó, “Eis que sou vil” (40:4), “Eu me abomino” (42:6). Dos não-cristãos está escrito, “todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus” (Filipenses 2:21); mas dos santos de Deus está registrado,“eles não amaram a sua vida até à morte” (Apocalipse 12:11). A graça de Deus está “ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente” (Tito 2:12).

Esta negação do ego que Cristo requer de todos os Seus seguidores deve ser universal. Não há nenhuma reserva, nenhuma exceção feita: “Nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (Romanos 13:14). Deve ser constante, não ocasional: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23). Deve ser espontânea, não forçada, realizada com satisfação, não relutantemente: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (Colossenses 3:23). Como isso condena a vida acomodada, agradável à carne e mundana de tantos que professam (mas, de maneira vã) que eles são “cristãos”!

“E tome a sua cruz”. Isto se refere não à cruz como um objeto de fé, mas como uma experiência na alma. Os benefícios legais do Calvário são recebidos através do crer, quando a culpa do pecado é cancelada, mas as virtudes experimentais da Cruz de Cristo são somente desfrutadas à medida que somos, de um modo prático, “conformados com a Sua morte” (Filipeneses 3:10). 

Não pode haver ressurreição onde não há morte, e não pode haver andar prático “em novidade de vida” até que “carreguemos no corpo o morrer do Senhor Jesus” (2 Coríntios 4:10). A “cruz” é o sinal, a evidência, do discipulado cristão. É sua “cruz”, e não o seu credo, que distingue um verdadeiro seguidor de Cristo do mundano religioso.

Como Paulo, devemos ser capazes de dizer “Em nada tenho a minha vida por preciosa” (Atos 20:24). A “vida” que é vivida para a gratificação do ego neste mundo, está “perdida” para eternidade; a vida que é sacrificada para os interesses próprios e rendida a Cristo, será “achada” novamente, e preservada durante toda a eternidade.


Trechos extraídos do livro "A cruz e o Ego"
Arthur W. Pink

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Aborto tem Justificativa?


Certo líder religioso brasileiro, supostamente cristão, tem defendido e propagado a tese de que a Bíblia aprova a realização do aborto como forma de planejamento familiar. E para sustentar esse pensamento usa o texto de Eclesiastes 6:3.
“Se alguém gerar cem filhos e viver muitos anos, até avançada idade, e se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é mais feliz do que ele”
Ora, se partíssemos desse texto para afirmar que a Bíblia autoriza o aborto provocado, também teríamos que, forçosamente, admitir que a Bíblia autoriza o homicídio. Essa conclusão seria fruto da coerência, pois o mesmo livro de Eclesiastes afirma que os mortos são mais felizes que os vivos.
“Pelo que tenho por mais felizes os que já morreram, mais do que os que ainda vivem” (Ec. 4:2).
A mesma pessoa que utiliza Eclesiastes 6:3 para justificar o aborto também teria que usar Eclesiastes 4:2 para justificar o homicídio. Se uma criança pode ser abortada porque um aborto é mais feliz do que quem vive sem ver o bem, também seria lícito matar quem está sofrendo. O mesmo livro que é usado para defender o aborto também deveria ser usado para defender o homicídio. Mas nenhum de nós concorda com a ideia absurda de explodir um hospital e matar doentes para torná-los mais felizes. Nem mesmo pensaríamos em explodir uma maternidade para poupar os bebês dos sofrimentos que poderão enfrentar no vida. Ora, se não concordamos com essas loucuras, por que concordaríamos com a ideia de que é lícito matar a criança no ventre, o lugar em que está sendo formada por Deus?
Além disso, abortar uma criança para poupá-la de uma possível vida infeliz, é partir de uma presunção que não pode ser feita pelos homens, a menos que estes pensem estar no lugar de Deus para saber o futuro. O próprio autor de Eclesiastes destaca que os homens não sabem o que lhes espera no futuro, se encontrará amor ou ódio, estando-lhe oculto o que ainda virá. Somente Deus tem conhecimento disso (Ec. 9:1).
Quando Eclesiastes 6:3 fala que o aborto é mais feliz está fazendo uma análise da vida a partir de seu aspecto terreno, daquilo que é perceptível aos nossos olhos. Observando os sofrimentos dessa vida, o autor de Eclesiastes chega a conclusão que o melhor é não ter nascido.
É interessante observar que Jó, ao passar por um intenso  e profundo sofrimento, chega à mesma conclusão, a de que seria melhor não ter nascido, e questiona a Deus:
“Então, por que me fizeste sair do ventre? Eu preferia ter morrido antes que pudesse ser visto. Se tão-somente eu jamais tivesse existido, ou fosse levado direto do ventre para a sepultura!” (Jó 10:18-19).
Mas isso não significa que Jó defendesse o aborto provocado. Muito pelo contrário, sua reclamação dirigida a Deus foi  “por que me fizeste sair do ventre?” e não “por que minha mãe não me abortou?” Diante do sofrimento que enfrentava, ele questionou a Deus por ter lhe dado vida. E esse questionamento parte de um fundamento claro: é Deus quem forma vida no ventre.
Alguns versículos antes, Jó questiona a Deus, mas ao mesmo tempo que afirma a ação de Deus na gestação de uma criança:
“Foram as tuas mãos que me formaram e me fizeram. Irás agora voltar-te e destruir-me? Lembra-te de que me moldaste como o barro, e agora me farás voltar ao pó? … Não me vestiste de pele e carne e não me juntaste com ossos e tendões? Deste-me vida e foste bondoso para comigo, e na tua providência cuidaste do meu espírito” (Jó 10:8-12).
Jó e o autor de Eclesiastes falam sobre o aborto espontâneo partindo de uma perspectiva exclusivamente terrena, daquilo que pode ser percebido aos nossos sentidos. Diante de tanto sofrimento na vida, talvez pensemos que o melhor seria não ter nascido. Mas nem Jó nem Eclesiastes terminam nessa perspectiva terrena. Ambos os livros chamam a nossa atenção para olharmos para uma perspectiva espiritual.
Embora o autor de Eclesiastes diga que os mesmos tipos de acontecimentos se dão igualmente com justos e com perversos (Ec. 9:2,3), o que pode soar desanimador para os justos, ainda assim encerra sua mensagem dizendo que vale a pena temer a Deus e obedecer os seus mandamentos, pois Deus julgará a todas as obras. No fim, a mensagem de Eclesiastes é de esperança.
“Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal” (Ec. 12:13-14).
Jó, ao passar pela provação, na qual chegou a questionar a Deus, conclui o seguinte: “Certo é que falei de coisas que eu não entendia, coisas tão maravilhosas que eu não poderia saber” (Jó 42:3).
Assim como Jó cria que Deus o havia formado no ventre materno, o ensino bíblico é de que todos os seres humanos, desde a concepção, têm lugar especial no plano de Deus. Ele reconhece a importância das crianças desde o ventre (Salmo 139:13-16; Isaías 49:1, 5; Jeremias 1:5; Gálatas 1:15).
Por isso, usar Eclesiastes 6:3 para justificar o aborto provocado só pode ser fruto de má-fé ou de uma mente que insiste em enganar a si mesmo e aos outros. Que Deus conduza ao arrependimento todos aqueles que tentam distorcer a Palavra de Deus, disseminando o erro, a mentira e a destruição.
Em Cristo,
Anderson PazConexão Eclésia

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