terça-feira, 6 de março de 2012

Tenha uma Visão, Missão e Metas


O princípio da Visão é a chave para se entender a Liderança. Visão é uma imagem clara do que se pretende alcançar. Quem possui uma Visão já deu o primeiro passo rumo à Liderança.

Mas não basta ter uma Visão. Precisa haver dedicação no sentido de agir em função dela.
Uma Missão, portanto, é simplesmente uma Visão levada à ação.

A história de Neemias revela que ele tinha a Visão de reconstruir as muralhas de Jerusalém. Sua missão era levar essa visão à realidade. Ele apresentou um plano de reconstrução dos muros da cidade santa ao Rei Artaxerxes e trabalhou até ver o muro reerguido e sua visão concluída. Neemias é um dos melhores exemplos de liderança da História.

Pensar continuamente na Visão nos induz à ação. Chamamos isso de Missão. Porém, é preciso ainda uma série de passos específicos, mensuráveis, para cumprir a Missão. Esses passos chamamos de Metas.

As Metas constituem o programa a ser desenvolvido para se cumprir a Missão e então, tornar realidade a Visão do Líder.

É uma coisa grandiosa ser consumido pela Visão de um mundo evangelizado - ter a imagem clara de cada pessoa assumindo um compromisso com Cristo. Mas devemos saber que nossa Missão é trabalhar incansavelmente para levar o evangelho às pessoas e criar, sob a direção de Deus, Metas necessárias para levar a cabo a Missão até que se veja realizada essa Visão.

É a Visão que dá base e sustentação a todo ato de liderança. Sem Visão não pode haver uma Missão adequada. Sem Missão não há possibilidade de um produtivo programa de Metas.
Não só o Líder, mas também seus seguidores devem assimilar a Visão. É necessário haver uma comunicação precisa do líder para seus seguidores, sobre o que se pretender realizar e alcançar. Você deve saber que para alcançar a Visão, vai precisar de uma forte determinação para vencer dificuldades e eliminar obstáculos que naturalmente surgem no caminho de todo líder.

Todo líder Visionário sente uma Insatisfação Otimista, que faz com que ele saia da sua Zona de Conforto e corra atrás de alcançar suas metas. Diferente da Insatisfação Pessimista, que é sombria, preguiçosa, crítica e anula o potencial do indivíduo, a Insatisfação Otimista ela inspira o Líder a agir em fé e a confiar em Deus para a realização da Visão.


(Neemias 2:17) - Então lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada, e que as suas portas têm sido queimadas a fogo; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém, e não sejamos mais um opróbrio. 


Neemias preocupou-se com o seu povo. Neemias chorou, lamentou, orou e jejuou. Buscou forças fora de si mesmo; identificou-se com os seus liderados; assumiu a responsabilidade para cumprir a sua visão (Neemias 1).

Neemias se preocupou com a organização e motivou as pessoas antes de delegar as atividades e responsabilidades; encheu os seus liderados de esperança em relação à reconstrução (Neemias 2).

Neemias colocou a obra diante de si, delegando tarefas a grupos específicos. Havia todo o tipo de trabalhadores e o resultado foi surpreendente. Neemias não teve medo de delegar responsabilidades; foi capaz de enxergar os obstáculos e vencê-los.

Neemias soube enfrentar os ataques pessoais: Os inimigos sempre aparecem! Não foi diferente com ele. Sambalá, Tobias e Gesém tentaram de todas as maneiras tirar Neemias do foco, do projeto que estava comprometido. A primeira tentativa foi uma conspiração de assassinato (6:1-4); a segunda foi a da calúnia (6:5-9); e a terceira tentativa se constituiu numa clara traição (6:10-14).

Precisamos aprender aqui algumas lições:
1) O verdadeiro líder não se deixa desencorajar por ataques pessoais injustos;
2) O bom líder se preocupa com a causa em que está envolvido;
3) O líder de Deus não se cansa enquanto não vê a obra das suas mãos concluída.

Neemias foi um líder persistente, pois determinou a necessidade, buscou a vontade de Deus, recrutou pessoas, formou uma equipe unida, organizou o trabalho, delegou responsabilidades para a realização do projeto, transmitiu de forma clara a sua visão aos liderados, motivava constantemente a sua equipe. Desta forma, e com tantas qualidades, pode atingir o alvo sem concessões em 52 dias!

Neemias era:
1) Um homem de oração;
2) Um homem de coragem;
3) Ele era um homem que manifestou um interesse genuíno pelas pessoas;
4) Ele era um homem que tinha uma clara visão do seu projeto;
5) Ele era um homem com decisões firmes;
6) Ele era um homem com muita empatia;
7) Ele era um homem que aceitou as responsabilidades do projeto.

Neemias é um modelo de Líder, pois:
1) Ele ergueu o moral de seus liderados;
2) Ele foi generoso na apreciação e no encorajamento;
3) Ele tratou imediatamente das causas potenciais das fraquezas quando o povo estava desencorajado por causa do cansaço e desiludido por causa da ambição e usura da parte dos seus irmãos ricos;
4) Ele restaurou a autoridade da palavra de Deus;
5) Ele era hábil na organização.

Quem não procura realizar a Visão, sofre de estagnação espiritual. Acaba vivendo uma inquietação de espírito e consequentemente, desenvolve uma atitude de crítica àqueles que trabalham.

Aprenda o caminho do êxito. Visão, Missão e Metas!

Shalom,

Pr. Rogério Ferreira

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Um Chamado a Liderança


Deus está chamando Líderes. Não detentores de poder, muito menos manipuladores de multidões. Deus está chamando Líderes!

A CRISE DE LIDERANÇA

A chamada de Líderes é necessária porque estamos experimentando uma crise de liderança em nosso mundo, semelhante à crise de liderança espiritual que a Europa do século 18 experimentou. Voltaire, que criticava duramente o sobrenatural, a religião e o cristianismo, era o mais popular escritor da europa.

Naquela época, houve um punhado de moços que sabia que o único modo de salvar o mundo da destruição iminente era através da Mensagem da Bíblia. Homens como João e Carlos Wesley e George Whitefield se levantaram como evangelistas flamejantes levando o evangelho por toda a Grã-Bretanha e América.

Esta liderança espiritual produziu um impacto positivo no mundo inteiro. Deus usou esses líderes para salvar uma civilização e trazer direção espiritual de volta aos princípios da Palavra de Deus.

No próximo ano, haverá em nosso planeta mais 90 milhões de pessoas, quem vai liderá-las?

A explosão populacional é alarmante e constitui uma das causas da crise da liderança. Outra causa, é que muitos dos que se acham em posição de liderança, não cumprem como deveriam com suas responsabilidades.

As massas buscam uma verdadeira liderança. O mundo não precisa de um grupo de elite que fale de amor e compaixão enquanto se mantém distante das pessoas de carne e osso. O mundo está a procura de líderes, entregue nas mãos de Deus e compassivamente interessados pelo povo.

Nos dias do profeta Ezequiel, Deus já denunciava a falta de líderança:
"Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei" (Ez 22:30)

Você está disposto a se tornar um líder na sua época e direcionar o mundo para Cristo?

O QUE É LIDERANÇA?

É o esforço consciente de exercer uma influência dentro de um grupo e levá-los a atingir metas de benefícios permanentes que atendam a real necessidade do grupo.

Essa influência não é forçada sobre os outros. Não se lidera pela força e pelo medo. A força do verdadeiro líder, deriva da profunda confiança que os seus seguidores depositam nele.

Alexandre, César e Carlos Magno construíram grandes impérios através da coerção, imposição, opressão e medo, enquanto que Jesus foi o único a construir uma liderança milenar através do Amor.

Jesus é o nosso maior exemplo de Liderança. Ele disse aos seus discípulos: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos" (Jo 14:15) O critério máximo é uma liderança semelhante à de Cristo, a liderança que honra a Deus e beneficia toda a humanidade.

Este líder mantém uma sensibilidade em relação as pessoas que Deus lhe confiou e pelas quais é responsável. Ele possui sabedoria, discernimento e conhecimento da vontade de Deus para as pessoas.

O LÍDER É FEITO OU NASCE PRONTO?

Certamente existirão alguns que, por natureza, serão melhores líderes que outros, devido a combinação de dotes pessoais e constante treinamento. Porém, qualquer pessoa pode se tornar um líder quando se propõe a exercitar as habilidades que a liderança requer. Você pode ser um grande líder pelo poder de Deus!

Para nós cristãos, uma posição de liderança deve levar a um forte empenho na evangelização do mundo. Cristo ordenou a todo crente que dê prioridade a evangelização das pessoas. 

"Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28:19)

Cada palavra e atitude do crente, deve se concentrar nesse objetivo. Mas a evangelização não significa, apenas, ser um missionário ou um pastor. Cada crente no seu lugar de trabalho, na sua escola, na sua vizinhança pode evangelizar e conquistar pessoas para Cristo!

A razão de você estar lendo isso é uma só. Deus está te chamando a Liderança!
Se disponha a ser um líder na sua geração para anunciar o evangelho de Cristo, pois ele é o Poder de Deus para salvar todos aqueles que crêem (Rm 1:16).

Pr. Rogério Ferreira

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Teologia: é importante na igreja?



Quando era menino, jamais pensei que um dia seria um teólogo. Ser teólogo não é ser um profissional da fé, mas um vocacionado por Deus. Já ouvi muitos questionamentos sobre teologia, dentro das igrejas. E é quase uma unanimidade, entre irmãos de algumas delas quando dizem: “Cuidado, se estudar teologia perderá a fé!”. Há um desmerecimento da Teologia por parte de alguns líderes, talvez para justificar sua falta de interesse pelos estudos. 
Uma pesquisa revela que 53% dos pastores atuais nunca leram a bíblia toda! Absurdo. O médico só exerce sua função após ser capacitado para isso, o advogado precisa estudar as Leis para então exercer seu ofício, e o pastor? 
O Apóstolo Paulo afirma: "Procura-te apresentar a Deus aprovado, como obreiro que não tem que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade" (2Tm 2:15)
Será que a teologia não é importante ou necessária nos dias de hoje?Tudo o que precisamos é somente declarar nosso amor por Jesus?
A reforma protestante nasceu como marco dessa mudança de paradigma. Teologicamente a igreja estava tão afastada do propósito de Deus, que se transformou em uma instituição voltada para dentro de si. Era necessário voltar para a iluminação das escrituras. Se hoje existem igrejas denominacionais, pentecostais, históricas, saibam que para isso houve a necessidade de uma reforma teológica, uma volta as doutrinas bíblicas.
Jesus afirmou que seu propósito era cumprir toda a lei, através da aplicação prática da doutrina no dia a dia, passava dias na sinagoga “ensinando” todo o povo, e João afirmou que Ele era a própria Palavra da Verdade. Deus ao longo da história levantou reformadores, que tinham como único objetivo despertar a igreja de sua apatia e carnalidade, trazendo novamente a reflexão teológica à tona. Enfim, Deus, contou, conta e sempre contará com os teólogos para re-escrever a história. Portanto, negar a teologia, é negar o próprio Deus. 
A razão, em nossos dias tem dado lugar ao “sentir” e “perceber” como se a nossa relação com Deus fosse unicamente extra-sensorial. 
Deus se revela na sua Palavra e nas coisas criadas. Amar a Deus é amar a sua palavra, e se devotar a estudá-la e aprender Dele, através da revelação contida na Escritura Sagrada.
Nossa sabedoria, mentalidade, conhecimentos, intelecto, isto é, aquilo que nos difere da maioria dos animais, é e deve ser usado, como instrumentos de adoração a Deus, como? Estudando Teologia, adquirindo “conhecimento a respeito de Deus”.
Vivemos em uma geração facilmente influenciada pela visão de um líder carismático, e se for pragmático também, melhor ainda, pois responde a necessidade do mercado religioso. Poucos cristãos estão fazendo o esforço de pensar, refletir e julgar os fenômenos espirituais à luz da Bíblia, como fazia os Bereianos.

Talvez por isso existe tantas heresias e ensinos fraudulentos sendo difundidos em tantos púlpitos através de líderes despreparados e sem nenhuma estrutura bíblica para ensinar o povo.
Há um mandamento bíblico: "cresçamos na graça e no conhecimento..." (2Pe 3:18)
Tornamo-nos cativos de argumentos que derrubam todo esforço intelectual dentro das igrejas, substituindo a plenitude do Espírito, pela distração ministerial, promovendo doutrinas inúteis e uma vida fadada a mortandade espiritual.
A Boa teologia é aquela pautada nos textos bíblicos, que gera vida abundante, pra quem dela se vale, e que não satisfaz os caprichos humanos. Teologia nada mais é do que o entendimento de quem Deus revela ser e quais os seus feitos por nós.
Teologia diz respeito a vida diária, ao nosso relacionamento com Deus e com os outros, e a maneira como nós olhamos o planeta e a criação. Teologia envolve tudo o quê vemos, e até o que não vemos. Teologia são para aqueles que amam a Deus e que jamais gostariam de decepcioná-lo. Estudar teologia é um sinal de maturidade espiritual, como Paulo afirmou:
“Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino." (1 Coríntios 13:11)

Não seja levado por qualquer onda de doutrina. Tenha raízes profundas nas Escrituras!

Pr. Rogério Ferreira
Fonte: guiame.com.br (texto adaptado)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Um sub-cristianismo através da Supercialidade das Conversões


John Stott, no 1o Congresso de Lausanne, descreveu com ousadia a igreja africana da seguinte forma: como um grande rio, com milhares de quilômetros de extensão e centímetros de profundidade. Esta tem sido uma das preocupações mais enfatizadas pelos missiólogos na análise do crescimento da igreja no hemisfério sul: apesar de que milhões tornaram-se cristãos e demonstraram um entusiasmo superficial e alegria contagiante, os corações não foram profundamente afetados com o evangelho. O Brasil, com seus 40 milhões de evangélicos e 200 mil templos, deve constantemente avaliar se o crescimento acelerado está sendo acompanhado com  profundidade teológica, substância espiritual, maturidade no discipulado e transformação comunitária.
Sem dúvida, a igreja evangélica brasileira fez um ótimo trabalho como obstetra, de evangelização, de parteira espiritual, gerando milhões de novos-crentes, introduzido-os ao leite materno da fé cristã. Entretanto, ela demonstra grandes dificuldades no conhecimento de Deus, no aprofundamento das dinâmicas da fé, na mortificação do pecado e no processo de transformação pessoal e comunitário. O evangélico brasileiro ainda crê e pratica um cristianismo infantil, bastante rudimentar, sem consciência da abrangência do pecado na sua vida e nas cidades.
Nos períodos de crescimento, a igreja porta-se como uma criança, cheia de vigor e energia, imaturidade e insegurança. Pais de crianças e adolescentes sabem muito bem a quantidade de gás e vitalidade (e comida!) que seus filhos liberam na prática de esportes, atividades diárias, escola, acampamentos, brincadeiras, etc. Entretanto, eles ainda são frágeis e imaturos, machucam-se e choram com freqüência, aprontam e apanham, são indefesos e dependentes. Muitos cristãos brasileiros foram superficialmente evangelizados e praticam o sub-cristianismo do aceitar-Jesus e das 12 lições de discipulado, desde que lhes garanta a entrada no trem celestial. Com os cultos de entretenimento e suprimento de necessidades, o crente continua a viver um estilo de vida pouco tocado pelos valores do evangelho, cuja semente não penetra nos terrenos mais profundos do coração humano e da sociedade brasileira.
Qual a influência da igreja evangélica na sociedade brasileira? Assista a TV e perceba que, apesar dos muitos programas evangélicos, o sensacionalismo popular dos shows de televisão e a mentalidade competitiva e derrotista do Big Brother Brasil revelam uma cultura cada vez mais brutal, sensual, animalesca e enamorada de seqüestros e da violência. Corrupção e oportunismo impregnam as estruturas de poder, inclusive a política evangélica. Não estaria longe dos princípios do reino de Deus a igreja defensora da cobiça, incentivadora dos valores materiais, protetora do forte, do famoso, do rico e do belo, e desvalorizadora do fraco, da viúva, do velho e do pobre?
O secularismo e nominalismo têm avançado nas últimas décadas. Isso é evidenciado pelo número de homens e mulheres que estão se identificando como pessoas sem religião ou sem filiação religiosa. Um dos estados mais evangelizados do Brasil, o Rio de Janeiro com 30% de evangélicos, tem 12% nesta categoria. Essa tendência acompanha outros estados do Brasil: onde mais cresce a igreja evangélica, mais cresce também os sem-religião. Quase 10% da população brasileira já se encontra nessa categoria! A maior igreja luterana da América Latina situa-se em Timbó, Santa Catarina. Timbó é uma belíssima cidade, situada no Vale do Itajaí, com um dos melhores índices de desenvolvimento humano (IDH) do Brasil. Segundo um pastor local, Disney Macedo, essa igreja, com mais de 15 mil membros, congrega apenas 40-50 pessoas nos seus cultos dominicais.
Há muitos ex-evangélicos vagando pelas nossas cidades! Por muitos anos, eles criticaram os católicos brasileiros pelo evidente nominalismo: igreja como: local de batismo, casamento, funeral e ocasiões especiais. Parece que muitos tendem a copiar esse perfil nominal de crente descomprometido, adepto de um cristianismo light e culturalmente desenraizado.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Espiritualidade Carnal ou uma Carnalidade Espiritual


A conversão ao cristianismo leva necessariamente à mudança de atitudes: velhos vícios são abandonados e uma nova linguagem é aprendida (seria o evangeliquês?). O novo convertido experimenta fortes emoções, sente o amor de Deus e entrega sua vida a Ele. Entretanto, por mais válidas e abençoadoras que sejam essas experiências espirituais, elas não demonstram conhecimento profundo da graça salvadora e da pessoa de Deus. Reverência a Deus, dedicação à igreja e fortes emoções religiosas não florescem nos campos daquela espiritualidade que é regada pela água da vida, pela alegria do Espírito e pelo amor genuíno descoberta na cruz de Jesus. Ou seja, pessoas com aparência espiritual podem estar vazias da graça de Deus.
Isso faz com que muitos dos crentes, participantes das igrejas brasileiras, manifestem alguns tipos de pecados religiosos dissimulados, estilos de carnalidade com fachada de espiritualidade. É comum para aqueles que invejavam o carro importado ou a casa do colega de trabalho desejarem agora as mesmas coisas através de uma oração de posse, decretando prosperidade do Filho de Deus. Aqueles que anteriormente ambicionavam o cargo ou comissão do chefe do departamento, agora aspiram, humilde e avidamente, ao título de diácono ou a posição de liderança (pastor, bispo, apóstolo, etc.) com toda a voracidade do mercado de trabalho. Embora não exagerem mais na quantidade de bebida alcoólica (comida em excesso parece ser liberado nas igrejas, em geral) a glutonaria ambiciosa dos dons espirituais e cargos ministeriais mantém os desejos carnais bem vivos e ativos. É claro que tudo isso se disfarça com tanta sutileza passando despercebido para a maioria dos evangélicos, freqüentadores dos cultos sendo, imperceptível até mesmo para os pastores e líderes. 
Esses são apenas alguns exemplos do que poderia ser chamado de espiritualidade carnal ou carnalidade espiritual. Tais atitudes, embora sutis e inconscientes, corroem a comunidade cristã como câncer, devorando sua vitalidade de dentro para fora.
Há uma grande quantidade de atividade religiosa no mundo energizada pela natureza humana e pelo próprio diabo. A natureza humana pode ser facilmente mascarada e encoberta pela espiritualidade das pessoas. Padrões e atitudes que aparentemente têmcara e jeito de cristianismo podem encobrir uma carnalidade nos níveis mais íntimos das intenções e desejos do coração. O próprio Jesus disse que o joio é muito parecido com o trigo (Mt 13:24-27) . Quase todos os períodos de crescimento e avivamento na história da igreja comprovam que o trigo do evangelho fora cercado pelo joio das atividades carnais e elementos enraizados nos pecados do orgulho, vaidade, impureza, divisões, soberba, lascívia, etc.
Não é fácil separar o certo do errado, o bem do mal na igreja da atualidade. Por um lado, Deus está agindo imensamente em todo o Brasil, revitalizando velhas igrejas e especialmente plantando e fazendo crescer novas comunidades. Mas Satanás continua a plantar o joio no meio do trigo do avivamento, misturando o santo com o profano, bombardeando a luz do evangelho com os projéteis e mísseis das trevas, mesclando o bom leite espiritual com o café amanhecido da religiosidade (numa linguagem bem brasileira). A tarefa de arrancar o joio do meio do trigo – e separar a igreja verdadeira da artificial - é impossível aos homens, segundo Jesus.
O pecado se mistura em diversas doses e combinações dentro do coração, diluindo os elementos da fé, amor e santidade, implantados após a conversão pelo Espírito Santo. Ninguém é capaz de identificar e separar completamente o que vem de Deus daquilo que vem dos próprios desejos do coração humano. Há tantas combinações entre o bem e o mal, entre virtude e vício, entre aspirações por santidade e desejos da carnalidade. Nenhum cristão pode ter certeza absoluta que suas experiências sejam puramente experiências espirituais, sem que estejam poluídas pelo pecado ou misturadas à natureza humana. Nas terras do coração, as sementes da maldade fertilizam lado a lado com as sementes da Palavra. O importante é saber regar e adubar as melhores plantas.
O melhor é reconhecer humildemente as grandes semelhanças entre a espiritualidade dos religiosos e dos genuínos cristãos! Quantas vezes determinadas denominações e comunidades isolam-se dos outros grupos por considerarem-se mais espirituais, separam-se para viver em comunidades orgulhosas e egoístas! 
Quão difícil é separar o joio do trigo! O Deus onisciente, o conhecedor dos corações, é o único que tem prerrogativa para separar as ovelhas dos cabritos, estes para o castigo eterno, aqueles para a vida eterna (Mt 25:31-46).
Fonte: Sepal

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A Tragédia do Evangelismo Moderno


Em 1991, no primeiro ano da década da colheita, uma grande denominação nos Estados Unidos foi capaz de obter 294.000 decisões por Cristo. Isto é, em um ano, esta grande denominação de 11.500 igrejas foi capaz de obter 294.000 decisões por Cristo. Infelizmente, passado algum tempo apenas contavam com 14.000 destes congregando, o que significa que eles já não podiam prestar contas por 280.000 das decisões alcançadas. E estes são resultados normais do evangelismo moderno.

A cada 100 decisões por Cristo atualmente, aproximadamente 80 ou 90 não duram nem mesmo 1 ano.
A maneira de homens como Spurgeon, Wesley, Moody, Finney, Whitefield, Lutero, entre outros proclamar o Evangelho, era através de um princípio que é quase totalmente negligenciado pelos métodos atuais de evangelismo. 

A Bíblia diz no Salmo 19, versículo 7, “A Lei do Senhor é perfeita para converter a alma.” Ora, as Escrituras deixam bem claro: “A Lei do Senhor é perfeita para converter a alma.” 

Agora, para ilustrar a função da Lei de Deus, vamos observar por um instante a Lei Civil. Imagine se eu dissesse a você: “Tenho boas novas para você: alguém acabou de pagar uma multa de trânsito no valor de R$ 25.000,00 para você!” Provavelmente você reagiria dizendo: “O que você está dizendo? Essas não são boas novas! Isso não faz o menor sentido. Não tenho uma multa de trânsito de R$ 25.000,00!” As minhas boas novas não seriam boas novas para você: pareceria tolice! 

Mas, além disso, seria uma ofensa, porque eu estaria insinuando que você havia cometido um crime (quebrado a lei) quando você pensa não ter feito tal coisa. Entretanto, se colocar a situação da seguinte maneira, ela fará mais sentido: “No caminho para cá, um radar da polícia (a lei) pegou você a 160 quilômetros por hora em uma área reservada para uma convenção de crianças deficientes visuais. Havia dez avisos claros que a velocidade máxima era de 60 quilômetros por hora, mas você passou por ali ”voando” a uma velocidade de 160 km/h. O que fez foi muito perigoso e, portanto, a multa de R$ 25.000,00 era justa. A lei estava por ser aplicada quando alguém que você nem mesmo conhece entrou em cena e pagou a sua multa. Você realmente é um felizardo!” 

Romanos 3:19 diz assim: “Agora, pois, sabemos que o que quer que a Lei diga, ela diz para aqueles que estão debaixo da lei, para que toda boca seja calada e todo o mundo torne-se culpado diante de Deus.” Então, uma função da lei de Deus é calar a boca. Fazer os pecadores pararem de se justificar e dizer: “Ah, tem muita gente pior do que eu. Eu não sou uma má pessoa, não!” Ou seja, a lei cala a boca da justificativa e deixa o mundo inteiro , e não apenas os Judeus, culpado diante de Deus.

A tragédia do evangelismo moderno é que, na virada do século XX, quando a lei de Deus foi abandonada e desprezada em sua capacidade de converter a alma, de conduzir os pecadores a Cristo, os defensores do evangelismo moderno tiveram que encontrar outra razão para os pecadores responderem ao evangelho. A maneira que os evangelistas modernos encontraram para atrair tais pecadores foi a estratégia da “melhoria na qualidade de vida.”

O Evangelho foi degenerado para algo como: “Jesus Cristo vai te dar paz, alegria, amor, realização pessoal e felicidade duradoura".

A.B. Earl foi um famoso evangelista do século XIX que teve mais de 150.000 convertidos para substanciar suas afirmações. Satanás não quer que vocês escutem o que eu estou dizendo, então, prestem bastante atenção.
A.B. Earl disse: “Descobri através de extensa experiência que as mais sérias ameaças da Lei de Deus têm um papel importantíssimo na condução das pessoas a Cristo. Elas precisam se ver perdidas antes de clamar por misericórdia; elas não fugirão do perigo até que o enxerguem.”

Lamentavelmente, o que tem acontecido atualmente é que temos pregado a cura sem primeiro convencermos da doença. Temos pregado o Evangelho da graça sem primeiro convencer os pecadores da Lei, ou seja, que são transgressores. Como conseqüência desta pregação, que oferece a graça primeiro, quase todas as pessoas que são abordadas em um evangelismo pessoal dizem que já “aceitaram a Cristo” umas seis ou sete vezes. Quando digo: “Você precisa entregar sua vida a Jesus Cristo.” A resposta que sai quase que instantaneamente é: “Ah, já fiz isso quando tinha sete, onze, dezessete, vinte e três, vinte e oito, trinta e dois anos de idade...”. Sabemos que esta pessoa NUNCA NASCEU DE NOVO, pois do contrário, estaria firme no Senhor. Por quê? Por que jamais se convenceu de que tinha a doença e, portanto, não é grato pela cura.

Pensem na mulher apanhada em ato de adultério (João 8:1-11) – violação do sétimo mandamento. A Lei exigia o seu sangue (Levítico 20:10) e ela se encontrava em uma situação muito difícil. Não tinha saída, a não ser lançar-se aos pés do Filho de Deus por misericórdia; e essa é a função da Lei de Deus.

Paulo falou de estar guardado debaixo da Lei (Gálatas 3:23) – a Lei condena. Dizem por aí: “Você não pode sair por aí condenando os pecadores!” Santos, eles já estão condenados! João 3:18: “Aquele que não crê já está condenado.” Só o que a Lei faz é mostrar aos pecadores o seu verdadeiro estado.

Charles Spurgeon disse: “Não aceitarão a graça até tremerem diante de uma Lei justa e santa.”
Charles Finney disse “Cada vez mais, a Lei deve preparar o caminho para o Evangelho.” Disse ainda: “Negligenciar isto na instrução das almas certamente resultará em falsa esperança, na introdução de um padrão falso da experiência Cristã, e encherá a igreja de falsos convertidos.”

O Apóstolo Paulo em Gálatas 3.24 afirma: “De modo que a Lei se tornou nosso aio [professor], para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados.”

Que possamos PREGAR o EVANGELHO PURO E COMPLETO nestes dias de tanta decadência espiritual, ambição por materialismo e luxúria. Seja você um Mensageiro do Senhor, sem contudo, baratear o Evangelho tão precioso do Senhor!

Fonte: Evangelismo Bíblico por Ray Comfort

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