segunda-feira, 25 de julho de 2016

O Crente Turista de Igreja


Turista é um termo que identifica quem viaja muito, quem não perde a oportunidade de conhecer uma nova cidade, quem está sempre à procura de uma nova atração que justifique o seu deslocamento. Essas pessoas fazem do turismo um grande negócio em todo o mundo.

Há, também, um outro tipo de turismo que cresce rapidamente nos nossos dias, trata-se do turismo de Igreja. Esses turistas são crentes que ficam "viajando" de Igreja em Igreja. 

Hoje vão em uma igreja, semana que vem na outra igreja e assim por diante. Geralmente essas pessoas são levadas pelas atrações do dia: É um "Louvorzão" aqui, um "Arrasta-pé Evangélico" ali, um "Culto Show" nesta Igreja, uma "Vigília poderosa" naquela outra, depois naquela da "Campanha da água milagrosa" e lá vai o turista, sempre em viagem atrás das Bençãos!

Isso é perigoso, porque uma árvore cuja raiz é arrancada de um lugar para o outro o tempo todo, não tem como dar fruto! É o que acontece com o "Crente Turista", sua vida é infrutífera!


Uma canção evangélica chamada CRENTE TURISTA diz: 
Turista não se consagra
E aceita a palavra do jeito que quer
Mesmo não vindo à igreja, tem a certeza que está de pé.

Murmura de quem canta e prega
Jamais se alegra, ele não quer buscar.
Mais quando Jesus manda fogo ele corre de novo pra não se queimar

Se por acaso, você está se tornando um turista de Igreja, atente para estes fatos:

1 - Turista de igreja não agrada a Deus como lemos em Hb 10.25: "Não deixemos a nossa congregação..."; Você deve participar da sua igreja com compromisso de servir ao Senhor no local onde você tem sido alimentado da Palavra semanalmente.

2 - Turista de igreja não trabalha para o Senhor, como deveria fazer, servindo na Igreja local onde é membro; Ele trabalha para si mesmo, apenas atrás dos seus interesses pessoais.

3 - Turista de igreja perde a bênção da comunhão, que é resultado do convívio, no mínimo semanal, com os irmãos da sua Igreja;

4 - Turista de igreja se torna uma pessoa confusa e desorientada porque assimila uma verdadeira salada mista de doutrinas e práticas;

5 - Turista de igreja pratica desonestidade, porque quando se fez membro de uma Igreja, prometeu freqüentá-la assiduamente;

6 - Turista de igreja, na maioria das vezes, acaba ficando no meio do caminho, isto é, em Igreja nenhuma.

O cristão precisa ter raiz, congregar em uma igreja, ter um pastor, ser ovelha, porque a Igreja é um Corpo, e Cristo é sua cabeça, e todo crente um membro deste corpo. Já viu algum membro sobreviver separado do corpo?

Se você é um crente "desigrejado", lembre da Palavra de Deus que nos exorta: 

Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.
Hebreus 10:25-25


Não seja você um turista de igreja.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A Cruz e o Ego



A vida cristã começa com um ato de auto-renúncia, e é continuada pela auto-mortificação (Romanos 8:13). A primeira pergunta de Saulo de Tarso, quando Cristo o apreendeu, foi, “Senhor, que queres que eu faça?”. A vida cristã é comparada com uma “corrida”, e o corredor é chamado para “deixar todo embaraço e o pecado que tão de perto nos assedia” (Hebreus 12:1), cujo “pecado” é o amor por si mesmo, o desejo e a determinação de ter o nosso “próprio caminho” (Isaías 53:6).

O grande alvo, fim e tarefa posta diante do Cristão é seguir a Cristo — seguir o exemplo que Ele nos deixou (1 Pedro 2:21), e Ele “não agradou a si mesmo” (Romanos 15:3). E há dificuldades no caminho, obstáculos na estrada, dos quais o principal é o ego. Portanto, este deve ser “negado”. Este é o primeiro passo para se “seguir” a Cristo.

O que significa para um homem “negar a si mesmo” totalmente?

Primeiro, isto significa renunciar sua própria bondade. Significa cessar de descansar sobre quaisquer obras nossas, para nos recomendar a Deus. Significa uma aceitação sem reservas do veredicto de Deus que “todas as nossas justiças [nossas melhores performances], são como trapo da imundícia” (Isaías 64:6). Foi neste ponto que Israel falhou: “Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus” (Romanos 10:3). Agora, contraste com a declaração de Paulo: “E seja achado nEle, não tendo justiça própria” (Filipenses 3:9).

Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente sua própria sabedoria. Ninguém pode entrar no reino dos céus, a menos que tenha se tornado “como criança” (Mateus 18:3). “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Isaías 5:21). “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Romanos 1:22). 

Quando o Espírito Santo aplica o Evangelho em poder numa alma, é para “destruir os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10:5). Um moto sábio para o todo cristão adotar é “não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3:5).

Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente sua própria força. É “não confiar na carne” (Filipenses 3:3). É o coração se curvando à declaração positiva de Cristo: “Sem mim, nada podeis fazer” (João 15:5). Este é o ponto no qual Pedro falhou: (Mateus 26:33). “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda” (Provérbios 16:18). 

Quão necessário é, então, que prestemos atenção à 1 Coríntios 10:12: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia”! O segredo da força espiritual reside em reconhecer nossa fraqueza pessoal: (veja Isaías 40:29; 2 Crônicas 12:9). Então, “fortifiquemo-nos na graça que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 2:1).

Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente sua própria vontade. A linguagem do não-salvo é, “Não queremos que este Homem reine sobre nós” (Lucas 19:14). A atitude do cristão é, “Para mim, o viver é Cristo” (Filipenses 1:21) — honrá-Lo, agradá-Lo, servi-Lo. Renunciar sua própria vontade significa atender à exortação de Filipenses 2:5, “Que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”, o qual é definido nos versos que imediatamente seguem como de abnegação. É o reconhecimento prático de que “não sois de vós mesmos, porque fostes comprados por bom preço” (1 Coríntios 6:19,20). É dizer com Cristo, “Não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres” (Marcos 14:36).

Para um homem “negar a si mesmo” totalmente, deverá renunciar completamente suas luxúrias ou desejos carnais. “O ego do homem é um feixe de ídolos” (Thomas Manton, Puritano), e estes ídolos devem ser repudiados. Os não-cristãos são “amantes de si mesmos” (2 Timóteo 3:1); mas aquele que foi regenerado pelo Espírito diz com Jó, “Eis que sou vil” (40:4), “Eu me abomino” (42:6). Dos não-cristãos está escrito, “todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus” (Filipenses 2:21); mas dos santos de Deus está registrado,“eles não amaram a sua vida até à morte” (Apocalipse 12:11). A graça de Deus está “ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente” (Tito 2:12).

Esta negação do ego que Cristo requer de todos os Seus seguidores deve ser universal. Não há nenhuma reserva, nenhuma exceção feita: “Nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (Romanos 13:14). Deve ser constante, não ocasional: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23). Deve ser espontânea, não forçada, realizada com satisfação, não relutantemente: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (Colossenses 3:23). Como isso condena a vida acomodada, agradável à carne e mundana de tantos que professam (mas, de maneira vã) que eles são “cristãos”!

“E tome a sua cruz”. Isto se refere não à cruz como um objeto de fé, mas como uma experiência na alma. Os benefícios legais do Calvário são recebidos através do crer, quando a culpa do pecado é cancelada, mas as virtudes experimentais da Cruz de Cristo são somente desfrutadas à medida que somos, de um modo prático, “conformados com a Sua morte” (Filipeneses 3:10). 

Não pode haver ressurreição onde não há morte, e não pode haver andar prático “em novidade de vida” até que “carreguemos no corpo o morrer do Senhor Jesus” (2 Coríntios 4:10). A “cruz” é o sinal, a evidência, do discipulado cristão. É sua “cruz”, e não o seu credo, que distingue um verdadeiro seguidor de Cristo do mundano religioso.

Como Paulo, devemos ser capazes de dizer “Em nada tenho a minha vida por preciosa” (Atos 20:24). A “vida” que é vivida para a gratificação do ego neste mundo, está “perdida” para eternidade; a vida que é sacrificada para os interesses próprios e rendida a Cristo, será “achada” novamente, e preservada durante toda a eternidade.


Trechos extraídos do livro "A cruz e o Ego"
Arthur W. Pink

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Aborto tem Justificativa?


Certo líder religioso brasileiro, supostamente cristão, tem defendido e propagado a tese de que a Bíblia aprova a realização do aborto como forma de planejamento familiar. E para sustentar esse pensamento usa o texto de Eclesiastes 6:3.
“Se alguém gerar cem filhos e viver muitos anos, até avançada idade, e se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é mais feliz do que ele”
Ora, se partíssemos desse texto para afirmar que a Bíblia autoriza o aborto provocado, também teríamos que, forçosamente, admitir que a Bíblia autoriza o homicídio. Essa conclusão seria fruto da coerência, pois o mesmo livro de Eclesiastes afirma que os mortos são mais felizes que os vivos.
“Pelo que tenho por mais felizes os que já morreram, mais do que os que ainda vivem” (Ec. 4:2).
A mesma pessoa que utiliza Eclesiastes 6:3 para justificar o aborto também teria que usar Eclesiastes 4:2 para justificar o homicídio. Se uma criança pode ser abortada porque um aborto é mais feliz do que quem vive sem ver o bem, também seria lícito matar quem está sofrendo. O mesmo livro que é usado para defender o aborto também deveria ser usado para defender o homicídio. Mas nenhum de nós concorda com a ideia absurda de explodir um hospital e matar doentes para torná-los mais felizes. Nem mesmo pensaríamos em explodir uma maternidade para poupar os bebês dos sofrimentos que poderão enfrentar no vida. Ora, se não concordamos com essas loucuras, por que concordaríamos com a ideia de que é lícito matar a criança no ventre, o lugar em que está sendo formada por Deus?
Além disso, abortar uma criança para poupá-la de uma possível vida infeliz, é partir de uma presunção que não pode ser feita pelos homens, a menos que estes pensem estar no lugar de Deus para saber o futuro. O próprio autor de Eclesiastes destaca que os homens não sabem o que lhes espera no futuro, se encontrará amor ou ódio, estando-lhe oculto o que ainda virá. Somente Deus tem conhecimento disso (Ec. 9:1).
Quando Eclesiastes 6:3 fala que o aborto é mais feliz está fazendo uma análise da vida a partir de seu aspecto terreno, daquilo que é perceptível aos nossos olhos. Observando os sofrimentos dessa vida, o autor de Eclesiastes chega a conclusão que o melhor é não ter nascido.
É interessante observar que Jó, ao passar por um intenso  e profundo sofrimento, chega à mesma conclusão, a de que seria melhor não ter nascido, e questiona a Deus:
“Então, por que me fizeste sair do ventre? Eu preferia ter morrido antes que pudesse ser visto. Se tão-somente eu jamais tivesse existido, ou fosse levado direto do ventre para a sepultura!” (Jó 10:18-19).
Mas isso não significa que Jó defendesse o aborto provocado. Muito pelo contrário, sua reclamação dirigida a Deus foi  “por que me fizeste sair do ventre?” e não “por que minha mãe não me abortou?” Diante do sofrimento que enfrentava, ele questionou a Deus por ter lhe dado vida. E esse questionamento parte de um fundamento claro: é Deus quem forma vida no ventre.
Alguns versículos antes, Jó questiona a Deus, mas ao mesmo tempo que afirma a ação de Deus na gestação de uma criança:
“Foram as tuas mãos que me formaram e me fizeram. Irás agora voltar-te e destruir-me? Lembra-te de que me moldaste como o barro, e agora me farás voltar ao pó? … Não me vestiste de pele e carne e não me juntaste com ossos e tendões? Deste-me vida e foste bondoso para comigo, e na tua providência cuidaste do meu espírito” (Jó 10:8-12).
Jó e o autor de Eclesiastes falam sobre o aborto espontâneo partindo de uma perspectiva exclusivamente terrena, daquilo que pode ser percebido aos nossos sentidos. Diante de tanto sofrimento na vida, talvez pensemos que o melhor seria não ter nascido. Mas nem Jó nem Eclesiastes terminam nessa perspectiva terrena. Ambos os livros chamam a nossa atenção para olharmos para uma perspectiva espiritual.
Embora o autor de Eclesiastes diga que os mesmos tipos de acontecimentos se dão igualmente com justos e com perversos (Ec. 9:2,3), o que pode soar desanimador para os justos, ainda assim encerra sua mensagem dizendo que vale a pena temer a Deus e obedecer os seus mandamentos, pois Deus julgará a todas as obras. No fim, a mensagem de Eclesiastes é de esperança.
“Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal” (Ec. 12:13-14).
Jó, ao passar pela provação, na qual chegou a questionar a Deus, conclui o seguinte: “Certo é que falei de coisas que eu não entendia, coisas tão maravilhosas que eu não poderia saber” (Jó 42:3).
Assim como Jó cria que Deus o havia formado no ventre materno, o ensino bíblico é de que todos os seres humanos, desde a concepção, têm lugar especial no plano de Deus. Ele reconhece a importância das crianças desde o ventre (Salmo 139:13-16; Isaías 49:1, 5; Jeremias 1:5; Gálatas 1:15).
Por isso, usar Eclesiastes 6:3 para justificar o aborto provocado só pode ser fruto de má-fé ou de uma mente que insiste em enganar a si mesmo e aos outros. Que Deus conduza ao arrependimento todos aqueles que tentam distorcer a Palavra de Deus, disseminando o erro, a mentira e a destruição.
Em Cristo,
Anderson PazConexão Eclésia

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Lealdade: a conduta do Reino



Vivemos uma crise de valores sem precedentes. Nunca, em todas as gerações, houve tantas falhas de comportamento e testemunho, cujo resultado que se evidencia é a deslealdade. Hoje, no mundo, há falta de pessoas leais e fiéis que honrem sua palavra e seus compromissos. Vivemos em uma geração que carece de fidelidade e lealdade. E isto está se refletindo na igreja hoje!

O que é lealdade? Ser leal é o propósito ou devoção de fidelidade a alguma pessoa, a uma causa, esse é o significado da palavra lealdade. (dicionário virtual). Leal é alguém em quem é possível confiar e que cumpre suas obrigações legais, alguém que não falha com os seus compromissos, que demonstra responsabilidade, honestidade, retidão, honra e decência.

Rebeldia e Deslealdade
A Bíblia está repleta de histórias de pessoas que foram leais e de outras que foram traiçoeiras e há muito do que se aprender com esses relatos. Um exemplo clássico é de Arão e Miriã.
Miriã foi rebelde, se levantou contra uma liderança, mas Arão foi desleal, pois não defendeu Moisés e ainda ficou do lado de Miriã. Num 12:1-2.

Muitos não têm chegado a ponto de ser rebeldes, mas tornam-se desleais, pois ouvem falar mal ou criticar sua liderança e se calam, consentindo. Não são rebeldes porque não participam, mas são desleais porque consentem.

1) Lealdade é um requisito para o Ministério
Uma pessoa inexperiente, sempre pensará que quanto mais dons, carisma, talento, simpatia, mais estará qualificado para o ministério. Porém as pessoas mais qualificadas para o ministério dentro da igreja são as que possuem a marca da fidelidade e lealdade. “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel”. (I Coríntios 4:2).

Judas Iscariotes andou com Jesus muito tempo, aprendeu sobre o reino dos céus junto com todos os outros, mas guardava em seu coração a deslealdade. Na primeira oportunidade rompeu sua aliança por 30 moedas de prata e perdeu a vida. Judas tinha uma falha no caráter, e não permitiu mesmo durante seu discipulado com o Mestre, que durou 3 anos e meio, ser curado por completo na alma. Jesus disse: “Quem não é comigo, é contra mim” (Mateus 12:30).

2) Estágios da Deslealdade

a) Espírito Independente: acredita que já sabe tudo, que já viu de tudo, que tem muita experiência, não tem muito o que aprender. Se afasta e começa a fazer caminhos paralelos.

b) Ofensa: uma pessoas ferida fere. Quando ofendida não consegue perdoar. Não lida com seus ressentimentos e estes quando ignorados, apenas crescem.

c) Passividade: depois de ressentida a pessoa se torna passiva, indiferente. Se fecha, cruza os braços, abandona suas obrigações e espera que todo mundo perceba sua alma ferida.

d) Estágio Crítico: observa as falhas dos outros e amplia através dos seus comentários.

e) Estágio Político: neste estágio, começa a manipular pessoas para se unir à sua causa. Começa a agir com vingança e se torna um perigo para a unidade. Nasce aqui um coração de rebelião.

f) Engano: Quando a pessoa se acha maior do que seu líder, está debaixo de um espírito de engano.
O engano entra quando perdemos o discernimento de quem somos. Lúcifer quis colocar seu trono acima de Deus, e Deus o colocou embaixo dos pés do homem.

g) Rebelião escancarada: O desleal se revela por atitudes de ciúme e também inveja. Luta aberta contra autoridade. O que sai da boca é para discordar e contaminar.

h) Pena de morte: A sentença da deslealdade é a pena de morte. Acaba o acesso, o privilégio, perde-se a vida, este é o fruto da rebelião. 

Assim aconteceu com...
Lúcifer quando perdeu sua posição de querubim e o privilégio do céu.
Adão quando perdeu o privilégio do Éden e o acesso ao jardim. 
Judas Iscariotes, quando saiu da equipe de Jesus e perdeu a própria vida.
Ananis e Safira, quando mentiram a Pedro e ao Espírito Santo sobre o valor da oferta.

3) A honra é a colheita que os leais experimentam
Um líder de visão sabe honrar aqueles que permanecem com ele nos tempos difíceis; estes são diferentes daqueles que chegam quando tudo está bem. E ficam só enquanto as coisas estão boas.

Jesus disse: “E vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações. E eu vos destino o Reino, como meu Pai me destinou, para que comais e bebais à minha mesa, no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel” (Lucas 22:28-29).

Em tempos bons todos parecem leais. Porém, os leais são reconhecidos em tempos difíceis. Tem pessoas que são leais aos times de futebol, a uma loja, a uma marca, mas não conseguem ser leais à igreja e à liderança. Todo pastor é grato a Deus pelos discípulos que estão com ele em Aliança!

A bíblia registra história de pessoas leais, vejamos um dos muitos exemplos:

No período da fome, Órfa e Rute perderam seus maridos. Noemi era a sogra das duas.
Órfa não quis mais andar com Noemi enquanto Rute, por amor e por aliança queria continuar a cuidar da Sogra, que havia perdido o marido e os dois filhos.

Rute, porém, respondeu: "Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus! Onde morreres morrerei, e ali serei sepultada. Que o Senhor me castigue com todo o rigor se outra coisa que não a morte me separar de ti!"

Resultado da lealdade de Rute: O tempo da fome foi agora substituído pelo trigo que a própria Rute colhia nos campos de Boaz, o homem com quem ela veio a se casar. Noemi se alegrou com este casamento mas ficou muito mais feliz quando pôde colocar em seus braços já cansados o pequeno Obede, filho de Rute e Boaz. A Bíblia nos diz que "... Noemi tomou o filho, e o pôs no seu colo, e foi sua ama. E as vizinhas deram um nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E deram-lhe o nome de Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi" (Rute 4:16-17).

Deus restituiu a Rute, seu casamento, seu sonho de ser mãe, e ela veio a se tornar a progenitora de Obede, pai de Jessé, pai de Davi. É por meio de pessoas de aliança que Deus abençoa as futuras gerações!

Quem é leal coloca seus interesses e vaidades em segundo plano, pensa sempre no bem comum, age com responsabilidade, diligencia e firmeza.

Lealdade é um hábito de quem tem caráter elevado, personalidade marcante sempre trancendendo o lugar comum daqueles que que giram em torno de si próprio. Quem sabe ser leal apoia os seus, do começo ao fim, aconteça o que acontecer.

A bíblia fala sobre os leais: "A sinceridade dos íntegros os guiará, mas a perversidade dos aleivosos os destruirá". "A justiça do sincero endireitará o seu caminho, mas o perverso pela sua falsidade cairá". Provérbios 11:3,5

Quem é leal não se acovarda, não espera “para ver como as coisas ficarão”, coloca-se de imediato ao lado do outro e da sua classe. Enfrenta com coragem os desafios que se apresentam, pois sabe que seu companheiro faria o mesmo por ele.

Lealdade vem acompanhada de confiança, desprendimento, fraternidade, grandeza, altivez, sacrificio, bons costumes, principios morais, dignidade e renúncia.

Ser leal então é se revestir com a capa da honra, é beber do cálice da verdadeira amizade, quase um sinal da santificação do espirito e se colocar em degraus muito próximos do lar celestial. 

Sejamos um povo de aliança, 
em Cristo..

Ap. Rogério Ferreira
Uma pequena parte extraída do livro
Lealdade & Deslealdade - Dag Heward Mills

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Deus de Verdade e Crentes de Mentira


“Tornou-lhe Pedro: Por que entrastes em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e eles também te levarão.” Atos 5:9
O episódio narrado em Atos 5 é um hiato chocante na vida de uma comunidade feliz. A igreja de Jerusalém vivia um profundo mover de generosidade produzido pelo Espírito Santo. Movidas por amor, sem nenhuma pressão legalista, as pessoas ofertavam seus bens em meio a milagres e muitas conversões. De repente, a festa é interrompida pelo juízo de Deus sobre um casal.
A cena, mais parecida com as histórias do Antigo Testamento, é para marcar a memória da igreja. Deus poderia tratar Ananias e Safira mais “discretamente”, ou até mesmo “deixar passar” sua atitude, mas não o fez porque queria gritar, não apenas no meio daquela congregação, mas para toda a igreja: “Eu não tolero crentes de mentira!”.
A reprovação radical à atitude de Ananias e Safira deve ser entendida por nós como uma rejeição radical a todo suposto cristão que não viva uma vida autêntica na presença do Senhor e do seu povo.
Crentes de mentira investem em aparentar o que não são. O grande pecado desse casal não foi não dar tudo o que tinha em mãos como oferta, mas aparentar que estavam dando. Eles queriam parecer mais espirituais do que estavam realmente dispostos a ser, queriam apenas construir uma imagem diante da igreja.
Ou pagamos o preço para ser ou teremos que pagar o preço por simplesmente aparentar. Saul é um exemplo de alguém que tornou-se crente de mentira preocupado apenas com a sua imagem. Rei de Israel levantado por Deus, ele perdeu o trono porque, a partir de certo momento, estabeleceu seu próprio padrão de viver, à revelia da Palavra, mas quis apresentar-se diante do profeta Samuel e do povo como um servo fiel, coisa que ele já havia deixado de lado.
O chamado cristão é para a autenticidade. Deus não quer que a igreja seja um grande teatro de pessoas que encenam bem. Paulo, escrevendo I Coríntios 5:8, diz: “Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade”.
Outra característica comum nos crentes de mentira é que eles entregam ofertas parciais, mantém com Deus um relacionamento cheio de reservas, com o freio de mão puxado. Eles nunca pulam de cabeça, nunca aceitam tudo, nunca entregam tudo. Não há inteireza em suas vidas espirituais.
Diz a Bíblia que Ananias “em acordo com sua mulher, reteve parte do preço e, levando o restante, depositou-o aos pés dos apóstolos” (vs. 2). Sua mentalidade é semelhante a de Caim, que quis conquistar espaço diante de Deus sem dar o melhor, sem consagrar tudo. Enquanto Abel trazia primícias, ele trazia restos e esperava ser aceito da mesma forma.
Aprendemos com o episódio de Ananias e Safira que crentes de mentira permitem que Satanás lhes encha o coração. Como eles não têm um pacto radical com a Verdade (que é Cristo), mantém uma conexão aberta com o pai da mentira, Satanás, e se abrem para uma constante ministração maligna. Foi esta a sentença que Pedro deu, ao dizer: “Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo?” (vs. 3).
Toda vez que admitimos a falsidade, em qualquer nível, abrimos brechas para a ação demoníaca em nossas vidas. Jesus em Mateus 5:3, disse: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno”. Claramente Ele está apontando a fonte geradora e fomentadora de toda falsidade e engano: o reino das trevas. Não tenho dúvida em afirmar que muitos crentes permanecem com áreas de suas vidas sob regência demoníaca por não andarem na luz e manterem o engano em seu comportamento.
Crentes de mentira comumente não reconhecem o manto de Deus na vida de seus pastores. Ao tentarem enganar seus líderes espirituais, Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo. Foi isso que Pedro disse, ao sentenciar: “Não mentiste aos homens, mas a Deus.” (vs. 4). Sabemos que a rigor eles estavam tentando enganar os apóstolos, mas quando tomamos esta atitude diante de autoridades levantadas por Deus, é como se o fizéssemos ao Senhor. Nossa relação com nossos líderes espirituais é um reflexo de nossa relação com Deus. Se os honramos, honramos a Deus. Se tentamos enganá-los, escarnecemos do Espírito Santo que os levantou.
O mais terrível é que chega uma hora em que os crentes de mentira não se quebrantam diante do tratamento de Deus. Ao ser confrontado, Ananias deveria lançar-se ao arrependimento. Deus é um Deus de perdão. Mas ele estava tão refém do espírito de falsidade que não esboçou nenhuma confissão. Por isso morreu.
A confissão é a única maneira de quebrar o poder da falsidade. Em Tiago 5:16,19-20, lemos: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados... Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter, sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados.”
Crentes de mentira também fazem pactos de falsidade. Ananias buscou e encontrou uma parceira para sua farsa. Safira, sua mulher, entregou-se ao mesmo espírito. E os dois fizeram um acordo de morte! É isso que vemos nos versículos 2, e do 7 ao 9.
Cuidado com os pactos de engano! Toda vez que um crente decide acobertar na vida de outro algo que fere a santidade da igreja, está se tornando cúmplice e se colocando debaixo do mesmo juízo de quem peca. Esse, mais cedo ou mais tarde, será desmascarado e cairá, pois Deus não se deixa escarnecer. Ele sabe o poder que a falsidade tem de minar a vida da igreja. Por isso sempre se colocará como Juiz contra tudo o que não se baseia na verdade. “Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido. Porque tudo o que dissestes às escuras será ouvido em plena luz; e o que dissestes aos ouvidos no interior da casa será proclamado dos eirados” (Lc 12:2-3).
Fonte: Pr. Danilo Figueira

sexta-feira, 30 de maio de 2014



Ele nasceu em 1958, na província de Henan, China. De um lar extremamente pobre e filho de um pai de temperamento violento, viu a situação de seu lar piorar quando inimigos acusaram seu pai perante a Guarda Vermelha (Polícia do governo comunista chinês), sendo este espancado e torturado várias vezes e até quase a morte, pela acusação de ser contra a política do governo.
Como a Bíblia era proibida e pregar o evangelho era um crime contra o Estado, uma experiência com Cristo só poderia acontecer de uma forma extremamente sobrenatural. Mas foi exatamente assim que aconteceu com sua mãe, ao ouvir certa vez uma voz compassiva e carinhosa sobre o amor de Jesus. O seu curto entendimento não impediu que ela conduzisse sua família a crer que somente Jesus era a esperança para salvar seu marido que estava à beira da morte.
O irmão Yun bradava “Jesus, cura o Papai”. O Senhor operou um milagre e restabeleceu sua saúde. O Senhor entrou na história da família de Yun, quando sua mãe passou a pregar o evangelho e a reunir irmãos em sua casa, algo considerado crime de traição ao governo comunista.
A Bíblia
Yun quase enlouqueceu por uma Bíblia. Nunca tinha sequer visto uma bíblia, era crime possuí-la. Não conhecia nada das escrituras. Sua mãe além de não conhecer também nada, era analfabeta, tudo que fazia era por absoluta revelação do Espírito Santo.
Passou a orar freneticamente pedindo uma Bíblia, passando momentos longos de jejum. Seus pais pensaram que ele estava enlouquecendo. Após três meses de oração, um dia, às 4 horas da madrugada, quando Yun estava orando, teve uma visão:
“Na visão eu subia uma colina íngreme, tentando empurrar um carrinho pesado … Nesse momento vi três homens descendo a colina na minha direção … Um deles empurrava um carrinho cheio de pães…e perguntou-me: ‘- Você está com fome?’ Sim… E eu chorei , pois minha família era extramamente pobre e tínhamos perdido tudo por causa da doença do papai … vivíamos de ajuda dos outros. Ele pegou um pacote contendo pães e disse: ‘- Coma imediatamente’. O pacote imediatamente virou uma Bíblia. Logo acordei e passei a procurar a Bíblia, e ao descobri que tinha sido só um sonho, comecei a chorar incontroladamente. Meu pai me segurou com força e bradou: ‘- Senhor, tem misericórdia do meu filho. Não permitas que ele enlouqueça.’ De repente alguém bateu a porta e chamou por mim … eu corri e perguntei se ele estava trazendo pão para mim … o homem respondeu: ‘- Temos um banquete para você’. Abri a porta e vi que era o mesmo homem do sonho, com um pacote vermelho, tendo uma Bíblia dentro. Os dois logo se foram. Mais tarde descobri que era de um servo do Senhor que tinha sofrido violentamente nas mãos governo por causa de sua fé em Jesus … ele teve uma visão que deveria dar uma Bíblia para um jovem em uma vila distante.
O Evangelismo
Como carregar a Bíblia poderia lhe causar a morte, o irmão Yun passou a decorá-la. Rapidamente memorizou os evangelhos. Tinha apenas 16 anos, quando o Senhor expressamente começou a lhe enviar a lugares diversos para pregar o evangelho. Na primeira vez, quando o Senhor lhe falou sobre uma vila próxima, quando ele estava na madrugara orando e decorando o livro de Atos, logo pela manhã encontrou um homem desconhecido que lhe disse: ‘Recebi a incumbência de levá-lo rumo ao oeste, até a Vila Gao, para você falar do evangelho. Estamos em jejum e oração há três dias por isto.’ Yun prontamente foi lá e teve sua primeira experiência de ser um “criminoso”, ao pregar o evangelho:
“Entramos numa casa com 40 pessoas. Assentei-me no chão e os demais se apertaram a minha volta. Eu estava nervoso, porque eu nunca tinha falado para um grupo … Fiquei assentado , com os olhos bem fechados e segurei a Bíblia acima da cabeça. Então disse: ‘Esta é a Bíblia … um anjo do Senhor a mandou. Se quiserem uma terão de orar e buscar a Deus como eu fiz’. Eu não sabia como pregar, só sabia recitar os versículos que decorei. Por isto recitei todo o evangelho de Mateus, sem saber se estavam entendendo algo … Estava cheio do Espírito Santo, cantava alguns cânticos da escritura …. músicas que eu não conhecia. Ao abrir os olhos todos estavam ajoelhados e chorando de arrependimento”.
Perseguição
Após o casamento, Yun foi preso novamente e por um milagre tremendo do Senhor, conseguiu escapar das mãos das autoridades, que o espancavam brutalmente. Passou então a ser considerado um foragido e tendo sua foto espalhada por diversas províncias, com o titulo de ser ‘um perigoso criminoso’.
“No inverno de 1978, começamos a batizar os convertidos. A única maneira segura era cortar um buraco no rio congelado, à noite, e batiza-los nas águas gélidas, enquanto os policiais dormiam. Multidões se convertiam todos os dias.” Havia muitas conversões milagrosas, como em regiões remotas e de difícil acesso, pessoas tinham experiências de pregação do próprio Senhor Jesus.
A situação de Yun piorou quando ele acusou diretamente alguns líderes da ‘Igreja dos três poderes’ de falsificadores da Palavra de Deus. Além de perseguido pelo governo, passou a ser caçado pela liderança da ‘Igreja dos três poderes’. Por várias vezes Yun relata fugas milagrosas das mãos de policiais cruéis. O livro é recheado de histórias que nos fazem lembrar as experiências de Paulo e de Pedro, no livro de Atos.
A Lição da Prisão
Finalmente preso e tremendamente espancado pela polícia, lhe foi prometido a liberdade se ele entregasse os líderes das igrejas domésticas. Condenado a 17 anos de cadeia, passou por sofrimentos inimagináveis. Os policiais foram instruídos a tratar mal todos os presos de sua cela, para que estes se revoltassem contra Yun. Não demorou para que fosse odiado por todos, que o passaram a espancar, jogar urina e fezes em seu rosto e roupas. Ainda havia o espancamento sofrido por policiais, tais como choques elétricos dentro da boca e outras torturas insuportáveis, como introdução de agulhas grandes entre suas unhas, enquanto policiais pisavam em suas mãos e pés, além de urinarem em seu rosto. Tudo tinha como objetivo que ele entregasse os outros irmãos para serem presos, em troca de sua liberdade.
O Jejum de 74 dias
Yun começou um jejum absoluto que durou 74 dias: sem água e comida. Passou a pesar menos de 30 quilos e continuou sendo torturado violentamente por presos e policiais. “Durante o jejum, embora meu corpo estivesse muito fraco, meu espírito se achava alerta e continuei confiando no Senhor.” Mas, o Senhor operou um tremendo milagre, quando todas as pessoas da sua cela foram tocadas pelo poder do evangelho e se converteram a Cristo. Yun teve os ossos de suas pernas esmigalhados a golpes de cassetetes, mesmo assim o Senhor operou um milagre, não só restaurando seus ossos, mas levando-o para fora da prisão, tal como aconteceu com Pedro e João no livro de Atos. As portas foram abertas e ninguém o via, até que ganhou o lado externo do complexo penitenciário.
Trabalho Atual
Após uma breve abertura política na China, Yun pôde pregar o evangelho com mais liberdade, fase em que o impacto da obra que Deus iniciou através dele e outros irmãos causaram enorme impacto em toda China. Mas, a brutalidade do regime reacendeu e as igrejas domésticas voltaram a ser duramente perseguidas, com assassinatos, prisões e torturas de todo tipo. Yun conseguiu fugir milagrosamente da China em 2001, escapando da morte, em mais uma notável intervenção divina. Este irmão continua completamente voltado para a obra que o Senhor chama a todos os cristãos : anunciar a Cristo e seu evangelho. Após contatos com cristãos ocidentais, o Irmão Yun observou: “No ocidente vejo templos belíssimos e equipamentos caros. Posso afirmar que não é preciso construir mais nada, pois os bens materiais não produzirão a vida do Senhor. A igreja ocidental precisa voltar à palavra do Senhor, pois ela tem faltado. Não é necessário simplesmente o conhecimento da palavra, mas a completa obediência a ela.”
Hoje ele trabalha com uma missão chamada “Back to Jerusalem”, voltada a envio de missionários a países que perseguem duramente os cristãos, notadamente nos países muçulmanos.

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